Tom Cruise adora correr nos seus filmes: a estrela anda a fazer isso há muitos anos e não faltam vídeos virais para o provar.

Mas as imagens que circulam também revelam que o "exercício" é individual e segundo Annabelle Wallis, é porque o ator não quer parceiros.

A atriz recordou a experiência que teve em "A Múmia", de 2017, e como conseguiu tornar-se uma exceção à regra.

"Ele é Tom Cruise. Ele é ele mesmo. É uma estrela de cinema e faz as suas cenas de ação! Ele fala a sério e adora esta profissão. É um cinéfilo. Acho que as pessoas ficam maravilhadas com esse tipo de paixão e amor pelo cinema e um desejo de se superar, de continuar a crescer e ultrapassar os limites", explicou ao The Hollywood Reporter.

"Ele está a um nível diferente e eu consegui concretizar um sonho. Consegui correr com ele num filme, mas no início disse-me não. Ele disse 'Ninguém corre no ecrã' [comigo] e eu respondi 'Mas eu realmente sou uma boa corredora'", recordou.

Para convencer Tom Cruise, a atriz organizou os planos de treino na passadeira do ginásio para que acabasse por vê-la a correr.

O truque resultou e "ele adicionou todas aquelas cenas a correr. Portanto foi isso. Foi, tipo, melhor do que um Óscar. Estava tão feliz! [risos]. Estava tão feliz por conseguir correr num filme com o Tom Cruise".

Em 2018, aproveitando a chegada aos cinemas de "Missão: Impossível - Fallout", o Rotten Tomatoes fez o cáculo do que andou Tom Cruise a correr na sua carreira e se isso teve um efeito positivo para os seus filmes.

Os resultados (sem contar com esse filme (e muito exercício faz ele por Londres, Paris, etc.), apontaram para mais de 7,3 quilómetros a correr no grande ecrã.

Mas o estudo também revelou uma correlação geralmente positiva entre as distâncias que correu e as críticas positivas recebidas pelos filmes.

A grande conclusão é que "filmes onde Cruise correu mais de 305 metros têm uma média de críticas positivas mais alta (71% no "Tomatometer") do que aqueles onde correu menos ou nem sequer fez exercício". E mais: geralmente os resultados nas bilheteiras também são melhores.

O estudo mostra por exemplo que o ator corre pouco quando vai contra a sua imagem de marca ("Magnolia", "Peões em Jogo", "Tempestade Tropical" e "Valquíria"), onde as recompensas acabam por ser mais nomeações para prémios porque os resultados de bilheteira ficaram entre os mais fracos da carreira.

Outro dado é que praticamente metade dos 41 filmes que Cruise fez entram na categoria das "poucas corridas" e quase 80% são das décadas de 80 e 90: o empenho a sério só começou por volta do primeiro "Missão: Impossível" (1996).

Daí a outra conclusão do Rotten Tomatoes: o ator de 58 anos aumentou a "pedalada" conforme foi envelhecendo.

O próprio estudo também reconhece que a fórmula nem sempre resulta: apesar das corridas em "Jack Reacher: Nunca Voltes Atrás" (2016) e "A Múmia", os resultados de bilheteira desiludiram e as reações dos críticos também foram más: apenas 37% e 15% respetivamente gostaram dos filmes.

De acordo com o que correu e sem contar com ""Missão: Impossível - Fallout", eis o TOP dos filmes de Tom Cruise:

1. "Missão Impossível 3" (2006) – 979 metros
2. "Missão Impossível: Operação Fantasma" (2011) – 934,5 metros
3. "Guerra dos Mundos" (2005) – 534 metros
4. "Relatório Minoritário" (2002) – 476 metros
5. "A Firma" (1993) – 378,2 metros
6. "No Limite do Amanhã" (2014) – 324,6 metros
7. "Jack Reacher: Nunca Voltes Atrás" (2016) – 320,3 metros
8. "A Múmia" (2017) – 311,5 metros
9. "Missão Impossível: Nação Secreta" (2015) – 307 metros
10. "Vanilla Sky" (2001) – 253,5 metros

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