O realizador James Cameron conta que teve um pesadelo sobre um torso metálico a arrastar-se para fora de uma explosão… e que aí começou o legado de "Exterminador Implacável", uma saga única do universo "cyberpunk", repleta de famílias disfuncionais, paradoxos temporais, inteligência artificial e um futuro cada vez mais próximo das ilusões do passado.

Filão de ideias inesgotável, onde os universos alternativos se fundem e confundem, "Exterminador" é um marco cíclico do cinema... que volta sempre mais implacável.

Depois de séries, banda desenhada e direitos a saltarem de estúdio em estúdio, chega-nos agora a sequela cinematográfica por excelência de "Exterminador Implacável 2: O Dia do Julgamento", de 1991, ainda realizado por James Cameron.

"Destino Sombrio" é agressivo, intenso e corajoso. E é o filme que esperávamos desde que Sarah Connor (Linda Hamilton) alterou o futuro e reescreveu o destino da raça humana. A empregada de mesa que se tornou guerreira voltou e está mais "badass" do que nunca.

Com a ação no presente, esta nova iteração no "franchise" tem uma sinopse que nos vai soar familiar: Rev-9 (Gabriel Luna) é um exterminador que viaja no tempo com o objetivo de matar Dani Ramos (Natalia Reyes). Esta rapariga mexicana trabalha numa fábrica que vê gradualmente os trabalhadores serem substituídos por robôs... e ainda não sabe a importância que ela própria terá no futuro.

Rev-9 não tem misericórdia e a sobrevivência de Dani depende da sua união com duas guerreiras: a sábia da estrada Sarah Connor e Grace (Mackenzie Davis), membro da rebelião humana e super-soldado do futuro. E um T-800 (Arnold Schwarzenegger) do passado…

Apesar de realizado agora por Tim Miller ("Deadpool"), o estilo da saga e as suas regras mantêm-se: sequências de ação em cenários industriais repletas de CGI e "slow-motion", robôs metamorfos com um "twist" e "catchphrases" divertidas. Desta vez ao ponto de serem tão boas que ficamos contentes somente por ver Hamilton e Schwarzenegger no despique em vez de andarem aos tiros.

A nostalgia tem peso e é usada habilmente pelos argumentistas, mas o que se realça nesta nova versão da distopia tecnofóbica é a existência e força de três mulheres prontas a salvar o mundo. Já era mais do que tempo e Sarah Connor, Grace e Dani trazem emoção, nervo e paixão a uma saga pronta para ser revitalizada.

"Exterminador Implacável: Destino Sombrio": nos cinemas a 1 de novembro.

Crítica: Daniel Antero

Trailer:

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