A HISTÓRIA: Um jovem casal muda-se para a Mansão Heelshire, sem nada conhecer da trágica história daquele lugar. Rapidamente, o filho descobre Brahms, um boneco de porcelana, que se torna o seu novo melhor amigo, que vai aterrorizar as suas vidas.


Não esperávamos uma obra-prima, tendo em conta que o primeiro filme, "The Boy: Segue as Regras", não era de todo uma maravilha original mas o resultado das tendências triunfantes do mercado do terror, seja a da celebrização de “Annabelle” ou da referência como motor de um género como é, neste caso, “Os Prisioneiros da Cave”, que Wes Craven fez em 1991.

Com “The Boy - A Maldição de Brahms” encontramos um filme que vem colmatar a ausência do culto dos videoclubes, em que as prateleiras se enchiam de sequelas "direct-to-video", com todo os rodriguinhos dessa tradição.

Nesta altura do campeonato, para sermos sinceros, ver Katie Holmes no grande ecrã é um sinal deprimente destes tempos, numa produção sem pretensões e sem vigor, se pensarmos que ela era uma promessa do início do século, que até chegou a entrar em "Batman - O Início", o primeiro da trilogia de Christopher Nolan.

Tal se cumpre, “The Boy 2” (chamaremos assim) é uma comida de micro-ondas, que sabe a deslavada e reaquecida, sem a dedicação nem o devido tempo para preparar um guião criativo ou, vá lá, com sustos convincentes.

Depois de um jogo bafiento de "medo" (entre aspas para que não sejamos mal interpretados), o filme com assinatura de William Brent Bell (bem presente no terror sem promessas para transgressões) apresenta-nos um "twist" final ridículo e involuntariamente cómico que nos faz questionar um eventual interesse numa outra possível sequela (sim, “The Boys II” tem a coragem de deixar pistas para esse “feito”).

Tudo remoído e remexido, ficamos com mais um filme a demonstrar que a indústria de terror norte-americana já viu melhores dias. Entre "Calafrio", "A Ilha da Fantasia" e este "The Boy 2", a colheita do início de 2020 não está a ser minimamente aceitável...

"The Boy - A Maldição de Brahms": nos cinemas a 27 de fevereiro.

Crítica: Hugo Gomes

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