
Ao lado dos conterrâneos Iron Maiden, os Saxon são um dos nomes mais emblemáticos da New Wave Of British Heavy Metal e, por esta altura, já têm o seu lugar garantido no panteão do género. Graças a clássicos como “Wheels of Steel”, “Strong Arm of the Law” ou “Denim & Leather”, e a uma dedicação que está bem espelhada em mais de três décadas de carreira, o quinteto liderado pelo carismático Biff Byford estabeleceu um nome e uma reputação como um dos grupos mais trabalhadores e dedicados da sua geração. Ao longo de 36 anos, souberam modernizar-se, mantendo-se fiéis a uma sonoridade muito própria que ajudaram a criar e que, nos dias que correm, continua a influenciar bandas a torto e a direito. Acima de tudo, são já um clássico dentro de um género em que os clássicos são cada vez mais raros e fazem parte do imaginário coletivo de toda uma geração, sempre pronta a gritar o refrão de temas inesquecíveis como “747 (Strangers in the Night”, “Heavy Metal Thunder” ou “Princess of the Night”. Todo este tempo depois, continuam a não deixar créditos por mãos alheias e ainda conservam uma força e uma vivacidade que faria corar quase toda a nova vaga de proto-heavy metal.
Expoentes máximos da nova geração de peso e da tendência female fronted metal, os Lacuna Coil são hoje uma das bandas mais bem-sucedidas da atualidade no segmento da música pesada. Com digressões constantes deste e, nos últimos tempos, sobretudo do outro lado do Atlântico, cimentaram uma posição muito própria e têm o devido lugar de destaque num movimento que, mesmo com a passagem dos anos, continua a ter muita força. Aliás, o que o tempo fez ao grupo italiano foi precisamente dar-lhe conhecimento e experiência acumulada, que lhe permitiu crescer, a todos os níveis, de uma forma consistente. A melhor prova disso é o enorme sucesso de “Dark Adrenaline”, sexto e mais recente álbum para a banda de Milão. Sempre com a sensualidade de Cristina Scabbia à flor da pele, mas sem nunca descurar o peso ou os ambientes escuros que sempre os caraterizaram, 15 anos depois de se terem estreado em digressões europeias, continuam a manter-se fiéis às suas raízes, mas souberam não ficar parados no mesmo sítio e isso tem-lhes valido prémios e elogios unânimes por todo o lado.
Os Tarantula, por sua vez, são a cara mais conhecida do heavy metal nacional na sua vertente mais tradicional. Ao longo das três últimas décadas, a banda liderada pelos irmãos Paulo e Luís Barros – que fica completa com Jorge Marques e José Aguiar – ganhou estatuto icónico por cá, tanto através da música que faz, como pelo papel dos seus integrantes como produtores e formadores nos estúdios Rec'n'Roll. Dizer que foram um dos maiores impulsionadores do boom underground da viragem dos anos 80 para os 90 não é exagero e agora, olhando para trás, é fácil perceber que, muito provavelmente, sem a banda de Valadares a cena metaleira nacional jamais seria o que é hoje. Com estatuto de culto, oito registos de longa-duração – entre os quais se contam títulos emblemáticos como “Kingdom of Lusitania”, “Freedom's Call” ou “Light Beyond The Dark” – e centenas de espetáculos no currículo, não há como negar a classe e o talento que os move desde que se juntaram nos idos de 1981. Provas faltassem, está aí o seu último álbum – “Spiral of Fear”, de 2010.
Os bilhetes para a quinta edição do Vagos Open Air custam entre €32 (ingresso diário) e €52 (passe dois dias) e estão à venda nos locais habituais. A partir do dia 8 de março será colocada à venda uma primeira edição especial de 500 passes, que inclui oferta de t-shirt oficial do festival.
Sara Novais
Comentários