O mais recente álbum do fadista, “O Melhor de Camané”, editado em abril passado, que “funciona como balanço de um percurso discográfico que vai de 1995 até 2013”, será a base do alinhamento do espetáculo que vai apresentar, disse à Lusa fonte da sua produtora.

O álbum inclui o inédito “Ai Margarida”, de Álvaro de Campos, musicado por Mário Laginha, e regista ainda, entre outros, “Mais um fado no fado”, “A cantar é que te deixas levar”, “Ela tinha uma amiga”, “A guerra das rosas” e “Escada sem corrimão”.

Camané será acompanhado, em Argel, pelos músicos Paulo Parreira, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola, e Paulo Paz, no contrabaixo.

Camané, 46 anos, começou a cantar fado e a gravar ainda jovem, fortemente influenciado pelo meio familiar. Em 1979, venceu a Grande Noite do Fado de Lisboa, tendo participado, na década de 1980, em várias produções teatrais de Filipe la Feria, como "Grande Noite", "Maldita Cocaína" e "Cabaret".

Em 1995, com o CD “Uma noite de fados”, gravado ao vivo no Palácio das Alcáçovas, em Lisboa, iniciou uma parceria regular com o músico José Mário Branco, como produtor, que se mantém até hoje.

Em 1998, editou “Na Linha da vida”, que a imprensa considerou um dos melhores álbuns do ano, e que incluiu fados como “Eu não me entendo” ou “Senhora do Livramento”.

Em 2008, editou “Sempre de mim”, em que interpretou poetas como Luís Macedo e Pedro Homem de Mello, e resgatou composições inéditas de Alain Oulman, compositor exclusivo de Amália Rodrigues, falecido em 1990.

Ao longo da sua carreira, até este ano, entre álbuns de estúdio, gravados ao vivo e um em que fez uma primeira compilação do seu repertório, “The art of Camané – The prince of fado”, editado em 2004 pela Hemisphere, o fadista soma 12 álbuns, excluindo os discos gravados na juventude.

Camané tem feito incursões noutros géneros musicais. No ano passado atuou no Festival Île de France, em Paris, numa homenagem a Cesária Évora, acompanhado pelos músicos da cantora cabo-verdiana, e foi um dos escolhidos para integrar o projeto “Humanos”, com Manuela Azevedo e David Fonseca, que recuperou temas inéditos de António Variações, 20 anos após a morte deste autor.

No próximo dia 14 de novembro, o criador de "Sei de um rio" atua no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

@Lusa

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