O Worldwide Independent Network (WIN), órgão que representa a comunidade global de música independente, irritou-se com os avisos do YouTube de que removerá o conteúdo dos membros que não assinarem os novos termos do serviço.

Fontes da WIN informaram à AFP que os seus funcionários fizeram negociações com o YouTube e exigiram que a companhia do Google retirasse suas exigências até o final da semana.

Em comunicado divulgado nesta quinta - mas posteriormente deixado de lado, dando lugar às negociações - a WIN afirmou que as ameaças do YouTube são "desnecessárias e indefensáveis". De acordo com o comunicado, o YouTube já negociou três acordos separados com três grandes editoras - Sony, Warner e Universal -, mas ainda tem de chegar a acordo com as independentes.

Uma fonte das editoras independentes, que pediu para não ser identificada, disse que a WIN "deu ao YouTube 24 horas para voltar atrás nas ameaças". Segundo a WIN, os contratos que o YouTube oferece atualmente para as editoras independentes têm termos "altamente desfavoráveis e inegociáveis"

No comunicado, o presidente da WIN, Alison Wenham, afirmou: "Os nossos membros são pequenas empresas que dependem de uma variedade de fluxos de renda para investir em novos talentos. Estão a ser pressionadas por uma das maiores companhias do mundo a aceitar termos que estão foram de sintonia com o mercado de streaming. Esta não é uma forma justa de fazer negócios."

Um porta-voz do YouTube afirmou: "Temos acordos bem-sucedidos com centenas de selos independentes e grandes gravadoras em todo o mundo, mas não comentamos as nossas atuais negociações."

A indústria da música tenta ganhar dinheiro com conteúdo distribuído pela internet. O YouTube ainda é o maior provedor online de música streaming, mas há relatos de que planeia implementar um serviço pago para competir diretamente com provedores de streaming por assinatura, como o sueco Spotify.

A imprensa americana indica que o serviço do YouTube será chamado MusicPass e deve custar 5 dólares por mês com publicidade ou 10 dólares sem publicidade.

@AFP

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