Foi preciso esperar pela estação em que as folhas abandonam as árvores para que, em 2013, o jazz entrasse com volume na programação da Casa da Música, através deste Outono em Jazz - Ciclo Jazz Sonae que o diretor artístico, António Jorge Pacheco, classificou de “três dias de grande intensidade com uma grande diversidade de géneros”.

Gregory Porter, que o The Huffington Post classificou como “a brilhante nova voz do jazz”, tem a abrangência e a qualidade suficiente para conquistar o grande público, o que, aliás, já teve tradução nas duas nomeações dos seus dois primeiros álbuns para os Grammy.

Disso também não teve dúvida o crítico do jornal Guardian que, depois de o ouvir em Londres, escreveu: “Porter tem o tipo de voz magnífica blue -barítono que poderia ter liderado uma banda de Count Basie, mas é enriquecida com o desenvolvimento vocal indo de Nat King Cole para Donny Hathaway e Stevie Wonder, com a flexibilidade espontânea de um improvisador bebop”.

Porter vai trazer hoje ao Porto, às 21:00, as suas próprias composições, e o seu novo álbum “Liquid spirit” onde o jazz e a soul se fundem com naturalidade.

Nesta sexta-feira há sessão dupla com Samuel James, apresentado como “um contador de histórias, à boa maneira dos blues do Mississippi, servindo-se apenas da voz, guitarra, banjo e harmónica” e Soweto Kinch, um saxofonista multipremiado, capaz de ir do jazz ao hip-hop.

Já no sábado, há duas salas diferentes a funcionar. Na sala Suggia, pelas 21:00 é possível escutar a “European jazz orchestra”, uma big band que todos os anos muda de maestro, de composições e de músicos, selecionados entre o que de melhor tem a Europa dos 18 aos 30 anos.

Na sala 2, também no sábado, mas às 22:15, o palco será para o guitarrista Jeff Parker (membro dos Tortoise) e para o trompetista Rob Mazurek, mas também para os portugueses Rodrigo Amado Hurricaine (com a participação de DJ Ride e Gabriel Ferrandini) e para o trio norueguês Elephant9 que atuam com o guitarrista reneir Fiske.

O festival encerra no domingo, também na sala 2, com três propostas diferentes, os espetadores poderão ouvir os belgas da Houben’s Factory Quartet com a sua sonoridade “cool”, os portugueses Nelson Cascais Decateto, com o seu jazz de pesquisa e improvisação e o conhecido pianista Django Bates, com o seu trio, que no último disco trabaçha sobre temas do lendário saxofonista Charlie Parker.

Os bilhetes variam entre os 11 e os 15 euros, podendo ser adquirido um passe para todos os concertos por 50 euros.

@Lusa

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