“Treinamos todos os dias entre duas a seis horas”, explica Max, dos Momentum Crew, a terceira melhor equipa de b-boying do mundo. Muito treino, grande concentração e a capacidade de se atualizarem são alguns dos segredos do sucesso deste grupo de dança que vai defrontar as equipas vencedoras do concurso Street Dance do Rock in Rio deste ano (no Rio de Janeiro) e da anterior edição do Rock in Rio Madrid.

Os Momentum Crew estão juntos há dez anos como equipa profissional e dedicam a sua vida ao B-Boying. Para além das competições, que os fazem viajar praticamente todas as semanas, têm uma escola de dança no Porto e uma loja de roupa. Atualmente a equipa está no terceiro lugar do ranking mundial de B-boying.

Especializados em “batalhas de dança”, Max e a sua equipa viajam para o Rio de Janeiro com uma dança coreografada em carteira, sabendo que o desafio é grande porque não estão “na sua praia”.´

“Trata-se de uma batalha num festival, toda a dinâmica do evento é muito diferente da vivida numa competição”, explica Max, salientando que “não vai ser fácil superar a energia brasileira em palco”.

“O meu maior receio é encontrar uma equipa tipicamente diferente da nossa. Sei como responder a um b-boying profissional que faz três mortais no ar, mas não sei exatamente o que fazer frente a uma equipa feminina cuja dança seja sensual, por exemplo”, assume Max com um sorriso.

A ampliar a estes desafios está o fato de o júri, composto por Roberta Medina (Rock in Rio), Miguel Colker (Rio Hip Hop Kemp) e Bruno Bastos (Rio Hip Hop Kemp), não ser especializado em b-boying e contemplar outras áreas de avaliação. “Aqui é tudo mais subjetivo”, conclui.

Numa competição profissional de B-boying, o júri é especializado neste tipo de dança e, inclusivamente, faz uma apresentação da sua arte “provando porque merece estar no papel de júri”, explica Max. Nas competições o apuramento das equipas é também radicalmente diferente, já as equipas vão recebendo pontos ao longo das batalhas e a passagem ao nível seguinte depende do número de pontos obtidos. No Rock in Rio não há quartos de final ou semi-finais, são poucas as oportunidades para mostrar valor em palco. É tudo ou nada.

Todavia, diz Max, não há lugar ao desânimo e esta equipa vê incentivos onde os demais podem ver dificuldades. “Estamos preparados”, diz Max, salientando que não se têm preocupado em saber o que as outras equipas estão a preparar, mas estão antes “focados naquilo que podem trazer” a este evento e que possa distinguir dos outros grupos.

“O mais importante é apresentar em palco algo que ligue Portugal e o Brasil, mostrar que há elementos culturais que nos unem, que vão para além da língua e que podem ser expressos no palco”, conclui Max, deixando “fechados a sete chaves“ os detalhes daquilo que têm preparado para levar ao Rock in Rio.

Os Momentum Crew atuam dia 22 no Rock in Rio, o último dia do evento, a partir das 14 horas, sendo que a final mundial está marcada para as 17 horas.

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@Inês F. Alves

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