A programação do Festival, que este ano se realiza em oito concelhos do Baixo Alentejo, de 11 de fevereiro a 1 de julho, é apresentada na próxima quinta-feira, em Serpa, e inclui este ano a abertura ao público de espaços habitualmente fechados a visitas.

O FTSS, que cumpre a sua 13.ª edição este ano, tem “dado um novo fôlego ao Alentejo”, segundo o seu diretor-geral, José António Falcão, que referiu a conjugação de diversos fatores dinamizadores da região através da música.

“O Alentejo tem encontrado novo fôlego neste certame, que conjuga o património musical e arquitetónico com o paisagístico e o imaterial, e dinamiza a economia regional", disse o responsável à agência Lusa.

Sob o mote “Do Espiritual na Arte: Identidades e Práticas Musicais na Europa dos Séculos XVI-XX”, o Festival vai acontecer, além de Almodôvar, no dia 11 de fevereiro, em Sines, Santiago do Cacém, Ferreira do Alentejo, Odemira, Serpa, Castro Verde e Beja, sendo pelo terceiro ano a direção artística do crítico musical espanhol Juan Ángel Vela del Campo.

A Accademia del Piacere, que atua em Almodôvar, tem-se especializado na interpretação historicamente informada, com especial incidência na música nos períodos do Renascimento e Barroco espanhóis, tendo já recebido os prémios Choc, de Música Clássica, de França, e Prelude, dos Países Baixos.

O concerto de Almodôvar intitula-se “Da pacem, Domine: Música Espiritual nas Tradições do Barroco e Flamenco”.

Paralelamente aos concertos e às visitas orientadas a espaços históricos, o Festival tem também uma vertente relacionada com a biodiversidade, e “a preocupação de promover os produtos da região", porque "ao valor económico [também] se junta o social”, disse à agência Lusa Sara Fonseca, diretora executiva do FTSS.

Este ano, o eleito foi o azeite da Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches, que sucede ao vinho da casta Antão Vaz, da Adega da Vidigueira, no ano passado, e ao medronho de Almodôvar, em 2014.

Sara Fonseca referiu-se ao festival como um “projeto inovador que associa a música erudita ao património cultural e natural, que dá um estímulo significativo para ajudar o território a ‘não desistir’”.

“Há a vontade e a esperança de poder contribuir, neste âmbito, com verdadeira excelência artística, que entusiasme e crie impacto na gente fantástica que vive no Alentejo e que vai atraindo cada vez mais turistas”.

A responsável disse que os dados existentes são “aptos a gerar empatias e olhares distintos sobre realidades cruas, como a desertificação, esquecimento e a saída dos mais novos”, que caracterizam a região.

O Festival, iniciado em 2003, contou no ano passado com cerca de 14.000 espetadores, segundo a mesma fonte, que salientou ter sido considerado um dos cinco melhores festivais do género na Europa.

“O Terras sem Sombra, uma organização da Pedra Angular-Associação dos Amigos do Património da Diocese de Beja, em estreita ligação com o Departamento do Património da Diocese, assenta em três pilares: Música, Património e Biodiversidade, e, na 13.ª edição, em 2017, pretende sobrelevar ainda mais estes três eixos, explorando e indo ao encontro de um território de gentes, cultura, inovação e empreendedorismo”.

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