A emissão especial "Juntos Por Todos" arrancou  às 21h15, na RTP1, SIC, TVI. O espetáculo está a ser conduzido por Fátima Lopes (TVI), João Manzarra (SIC) e Sílvia Alberto (RTP1).

As portas do MEO Arena abriram pouco antes das oito da noite. Os bilhetes para o concerto esgotaram durante o fim de semana, sendo esperadas 14 mil pessoas. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, chegou à sala de espetáculos pouco depois das 21h00 e foi recebido com um forte aplauso.

Veja aqui o direto da emissão especial da Renascença:

A terceira e última parte arrancou ao som de "Sei-te de Cor", de Paulo Gonzo. "É uma boa causa. A música ajuda a renovar as coisas", frisou o músico no final da atuação.

Pedro Abrunhosa foi o senhor que se seguiu no palco do MEO Arena, com "Toma Conta de Mim". "Que saibamos tomar conta uns dos outros nos momentos mais aflitivos da nossa vida, que haja sempre um abraço invisível, uma música, um pedaço de alma, um olhar, um abraço, um beijo. Que haja amor para com os mais fracos, os pobres,  os loucos, com aqueles que tudo perderam", pediu o músico durante a canção.

Raquel Tavares animou o MEO Arena com "Meu Amor de Longe". Ao fim de mais de três horas de concerto, o público não acusou cansaço e embarcou com a fadista na cantoria.

"Eu estou com todos, eu estou com Pedrogão Grande e com as localidades em redor", frisou no final da atuação, pedindo para o público não se esquecer do que aconteceu. "Um abraço faz toda a diferença. Não é hoje ou amanhã só. É daqui a um mês", defendeu.

Rita Redshoes levou ao palco "Mulher". "É muito bonito o que está a acontecer aqui hoje, mas não nos vamos esquecer porque é que estamos aqui", pediu a cantora portuguesa. "Não esquecer que há responsabilidades políticas e individuais que têm de ser apuradas por respeito - e só isso devolve o respeito - à memória daqueles que não ficaram cá", acrescentou.

A fechar, Rui Veloso recordou uma das canções mais marcantes da sua carreira, "Primeiro Beijo". Foi mais um dos pontos altos do concerto, num momento de comunhão perfeita entre o músico e o público que esgotou o MEO Arena. Tal como diz a letra, nesta noite "foi muito mais aquilo que nos uniu, do que o que nos separa".

"Temos que nos unir e resolver a questão nesta coisa. O país e os homens estão ser destruídos", frisou o músico no final da atuação.

Salvador Sobral fechou o concerto solidário que levou 14 mil pessoas ao MEO Arena, em Lisboa.

Recorde todas as atuações:

Agir foi o primeiro artista a subir ao palco do MEO Arena. O cantor interpretou "Como Ela É Bela". "Em nome das vítimas de Pedrogão [Grande], quero ver toda a gente com uma luz no telemóvel", pediu o artista ao público que de imediato abraçou a ideia.

"Nem imaginam a imagem que eu estou a ter daqui", frisou Agir ao ver o mar de milhares lanternas que iluminou o MEO Arena.

"Juntos Somos Mais Fortes" foi a canção que os Amor Electro levaram ao palco do concerto solidário. "Há uma lição a tirar de tudo isto: fazer mais e melhor (...) Juntem-se a nós porque juntos somos mais fortes", sublinhou a vocalista, Marisa Liz, entre os refrães.

"É emocionante ver toda a gente que está a trabalhar para que isto seja possível, são mais de 700 pessoas aqui dentro e há horas. A juntarem esforços e vontades para isto seja possível", disse a cantora, acrescentando que é preciso fazer mudanças para que tragédias como a de Pedrogão Grande não se voltem a repetir.

Ana Moura trouxe o seu "Desfado" ao palco do MEO Arena. "A música tem este poder de unir as pessoas. A Agustina Bessa-Luís tem um poema que diz que 'o português não é conflituoso, é desordeiro. O conflito está na mente; a desordem está no coração'. Acho que isto nos define da melhor forma possível", disse a cantora.

Aurea foi a quarta artista a subir ao palco do MEO Arena. "É arrebatador ver-vos todos aqui unidos pela mesma causa", disse a cantora antes de abraçar o público com "I Didn't Mean It". "Para mim é uma honra estar aqui hoje e poder colocar a minha voz numa causa tão nobre como esta", frisou a artista em conversa com Sílvia Alberto.

"Portugal é um país unido. Acho que se vê nestes momentos, mas deve ver-se no ano inteiro", pediu Aurea.

Carlos do Carmo: "Um mundo sem música e sem esperança não faz sentido"

Carlos do Carmo e Camané encontraram-se em palco para cantar "Por Morrer Uma Andorinha". No final da atuação, Carlos do Carmo sublinhou que "a esperança é vital" na vida. "Gostaria de destacar a generosidade das pessoas, algo em extinção na Europa, que é o continente que eu conheço melhor", elogiou o fadista. "Um mundo sem música e sem esperança não faz sentido", acrescentou.

Para Camané, a união das várias entidades para a realização do concerto é a prova de que os portugueses são um povo unido. "A esperança e a fé são as coisas mais importantes da vida", defendeu.

"Meu Mar Marinheiro" foi o tema escolhido por Carminho. "Ainda estou emocionada por tudo aquilo que aconteceu", confessou a fadista, acrescentando que esta causa a marcou em particular.

No final da atuação, as 14 mil pessoas que esgotaram o MEO Arena levantaram-se para aplaudir os bombeiros portugueses.

Os D.A.M.A embalaram o público ao som de "Não Dá", um dos temas mais entoados da noite. Com a luzes de palco quase desligadas, os smartphones iluminaram o MEO Arena, fazendo lembrar um céu estrelado.

"Não estamos de olhos fechados, estamos juntos por esta causa", frisou a banda.

"Que noite extraordinária é esta. Um sentido de comunidade absurdo. Obrigado a todos", disse David Fonseca antes de arrancar para "Someone That Cannot Love". "É um choque que não é regional, é um choque atingiu o país inteiro", frisou, acrescentando que os portugueses têm uma ideia de comunidade muito forte.

"Temos a capacidade de nos unirmos, de agirmos como comunidade", elogiou o cantor.

"História" foi o tema escolhido por Diogo Piçarra e que foi cantado a uma só voz por muitos dos presentes. "É um enorme orgulho fazer parte desta festa (...) É de louvar tudo isto que foi feito em menos de uma semana", disse o jovem cantor no final da atuação.

Gisela João animou o MEO Arena com "Senhor Extraterrestre". "Quero ver tudo a dançar", pediu a fadista e o público aceitou o desafio, aplaudindo no ritmo certo a canção. "Às vezes, chateia-me a forma como olhamos para nós próprios. Este momento é um exemplo de como nós somos muito grandes, muito grandes", disse a fadista, entre lágrimas.

"A beleza mais pura que pode existir é uma coisas destas", defendeu, lembrando que "um sorriso na cara" faz sempre a diferença.

Hélder Moutinho levou ao palco do MEO Arena "O Que Sobrou da Mouraria". "Afinal, a malta não se junta para ir só ao futebol... também se junta para este tipo de causas", frisou o fadista, acrescentando que é preciso mudar para que "isto não volte a acontecer".

A segunda parte de "Juntos por Todos" arrancou com João Gil e Luís Represas. À viola, os músicos brindaram o público com "Memórias de Um Beijo". "Isto não é novidade, infelizmente. Quando os portugueses são chamados a dizer presente, os portugueses estão presentes", frisou Luís Represas, acrescentando que "os portugueses são o povo mais solidário".

Jorge Palma e Sérgio Godinho também se encontraram no palco do MEO Arena para homenagear as vítimas dos incêndios. Os músicos decidiram fazer um pequeno medley com os temas "Portugal, Portugal" e "Primeiro Dia".

"É preciso ter coragem para gastar o dinheiro que for preciso para que nunca mais aconteça", frisou Jorge Palma.

"Hoje tem de ser sempre o primeiro dia do resto das suas vidas, sabendo que é difícil", disse Sérgio Godinho, acrescentando que nunca nos podemos esquecer dos bombeiros.

"Cúpido" foi o tema escolhido por Luísa Sobral. "Espero conseguir representar um bocadinhos os meus colegas que gostavam de estar aqui e não estão", disse a cantora, acrescentando que os aplausos não devem ser só para os artistas mas também para quem organizou o evento.

"Venho de Angola porque vocês também são a minha família", atirou Matias Damásio, que foi recebido com um forte aplauso. O cantor animou o MEO Arena com "Loucos", o seu maior sucesso em Portugal e um dos temas mais cantados da noite.

"Levo daqui uma grande lição de união. Muito obrigado a todos", confessou o músico.

Miguel Araújo também não faltou ao concerto "Juntos Por Todos". "Anda Comigo Ver os Aviões" foi o tema escolhido pelo músico, que contou com um coro de 14 mil pessoas.

Antes da emissão televisiva, arrancou, às 20h10, em dezenas de rádios uma emissão conjunta em FM, AM e Digital. O especial está a ser conduzido por António Macedo (Antena 1), Carla Rocha (RR), Nilton (RFM) e Vasco Palmeirim (Rádio Comercial). As rádios contam ainda com repórteres em todo o recinto.

Antena 1, Mega Hits, M80, Rádio Comercial, Rádio SIM, RDP África, Renascença, RFM  e centenas de rádios associadas da APR (Associação Portuguesa de Radiodifusão) e da ARIC (Associação de Rádios de Inspiração Cristã) transmitiram uma emissão global em direto do Meo Arena.

"Damos as boas-vindas a centenas de rádios espalhadas por todo o país e também pelo estrangeiro que se associaram a esta transmissão conjunta, única e pioneira, num único estúdio e numa única emissão", começou por frisar António Macedo.

"O que me passou pela cabeça foi um instinto", explicou Vasco Sacramento, da Sons em Trânsito, e mentor da iniciativa, acrescentando que teve de dar algumas negas a artistas que gostavam de participar no concerto solidário.

No início da emissão nas rádios, alguns repórteres distribuíram flores pelo MEO Arena.

O espetáculo "Juntos Por Todos", iniciativa civil produzida pela Sons em Trânsito, Nação Valente, MEO Arena, Blueticket, RTP, SIC e TVI, tem com objetivo homenagear e angariar fundos para ajudar as vítimas dos incêndios na região centro de Portugal.

As receitas do concerto “Juntos por Todos" revertem para a União das Misericórdias Portuguesas.

Para além das entidades co-produtoras, "Juntos Por Todos" conta com o apoio de inúmeras empresas e parceiros, que estão a colaborar de forma inteiramente gratuita. O evento conta ainda com a ajuda do Alto Comissariado da Fundação Calouste Gulbenkian. O concerto conta ainda com o contributo das editoras Sony Music Portugal, Universal Music Portugal, Valentim de Carvalho e Warner Music Portugal na sua divulgação artística.

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