Segundo o diretor artístico da Casa da Música, António Jorge Pacheco, a relação “histórica, mercantil e sanguínea ancestral” entre Portugal e a Inglaterra, a existência de uma comunidade britânica no Porto, que “faz parte da história da cidade”, e “a urgência” em partilhar com o público “um património musical de primeira grandeza” motivaram a escolha do Reino Unido como país temático 2017.

Na abertura de hoje, estarão presentes o ministro da Cultura português, Luís Filipe Castro Mendes, e a sua homóloga britânica, Karen Bradley, para assistir à atuação da Orquestra Sinfónica do Porto, dirigida por Baldur Brönnimann, e do Coro Casa da Música, dirigido por Paul Hillier, a interpretarem um programa com obras de John Dowland, Harrison Birtwistle, Gustav Holst e Thomas Arne.

“Para alguns será uma mera confirmação daquilo que já sabem e já conhecem, mas para muitos será de certeza uma revelação, uma verdadeira revelação de um património musical, talvez mal conhecido, mas que merece este destaque, este ano, na temporada da Casa da Música”, sublinhou António Jorge Pacheco.

Neste âmbito, a Casa da Música vai também acolher, no sábado, uma conferência sob o título “O impacto do Brexit na vida musical britânica”, com a participação do diretor do Barbican Centre, Nicholas Kenyon, da diretora de música do British Council, Cathy Graham, da responsável pela organização Sound and Music, Susanna Eastburn, e do diretor de concertos da Philharmonie de Paris, Emmanuel Hondré.

Segundo o diretor artístico, “há várias preocupações no meio musical britânico, nomeadamente o virem a ficar isolados na ilha devido a, por exemplo, barreiras alfandegárias e outras”.

Num “jogo de palavras com a citação de Shakespeare”, referiu António Jorge Pacheco, “To Be or Not to Britten” é um “espetáculo de teatro musical” que estará também em destaque no sábado, bem como a apresentação pelo Remix Ensemble da “estreia nacional de uma obra emblemática que terá no centro do concerto Harrison Birtwistle”.

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