Depois de meses encerrada ao público, a sala de espetáculos promove um primeiro concerto conforme as regras estipuladas pela Direção-Geral da Saúde e pelo Ministério da Cultura: capacidade reduzida a 50%, lugares intercalados e alternados entre filas e obrigatoriedade de uso de máscara. Está ainda prevista transmissão pelo Facebook do TJLS.

O músico Afonso Rodrigues, que se vai apresentar como Sean Riley, explica à agência Lusa estar a encarar a atuação com “bastante otimismo e alguma alegria”: “Não só pelo que representa para mim pessoalmente, mas acima de tudo pelo que representa para todo o setor da cultura”, artistas, técnicos e outros profissionais que “têm vivido meses absolutamente horríveis”.

A reabertura do TJLS será, por isso, “sinónimo de tempos melhores”: “É isso que mais me alegra: não tem a ver com o concerto ou com a minha situação pessoal, mas com a possibilidade de ver que há futuro, depois de meses em que a cultura ficou em ‘stand by’. É uma luz ao fundo do túnel e isso é vital para muita gente”, diz o músico, que considera “muito difícil” o setor voltar à normalidade “antes de 2021”.

“Mas é muito positivo perceber que as pessoas desta área se calhar vão começar a trabalhar mais brevemente do que esperariam há um mês ou quinze dias”, acrescenta.

Em Leiria, Sean Riley terá pela frente uma plateia de máscara e dispersa. “Já tentei imaginar como será, mas não consegui ainda. A verdade é que num teatro a luz é sempre tão pouca que que para quem está no palco a diferença talvez não venha a ser assim muito grande”.

O concerto de meia hora será aproveitado para “cristalizar” o percurso do primeiro disco a solo e, acredita, servirá também para “um ‘statement’ do teatro e da câmara”, de modo a “comunicarem aos habitantes de Leiria que a sala está funcional e que as pessoas já podem assistir a um espetáculo presencialmente”.

A abertura do TJLS a 5 de junho segue-se à do Teatro Miguel Franco (TMF), no dia 1 de junho.

Segundo o município de Leiria, ambas as salas têm a lotação limitada a cerca de 50% e foram feitas alterações para minimizar o perigo de contágio: além do uso de máscara e do distanciamento entre lugares, há barreiras de proteção nos postos de atendimento e é incentivada a compra antecipada de bilhetes por via eletrónica.

A programação agendada para o TJLS até ao início de setembro foi reagendada para datas até junho de 2021, tendo o teatro adiantado custos e cachês no valor aproximado de 55 mil euros. Este mês, a direção do teatro anunciará a nova programação, esperando-se retornar à normalidade a partir de setembro, avança o município.

O TMF também sofreu diversos reagendamentos, que têm efeito a partir de 25 de junho, com sessão da temporada de palestras InMusic, estando já previsto concerto de Francisca e a sétima edição do festival de curtas-metragens Leiria Film Fest, entre 9 e 12 de julho.

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