De acordo com um comunicado da administração da Bienal, presidida por Paolo Baratta, a curadora irá liderar o departamento de artes visuais da bienal e terá a incumbência de planear e fazer a curadoria da próxima edição, a 59.ª, de um dos mais importantes certames mundiais de arte contemporânea.

Alemani é, desde 2011, diretora e curadora chefe da High Line Art, um programa de arte pública que veio dinamizar o parque em que foi transformado a antiga linha férrea suspensa da zona oeste de Manhattan, em Nova Iorque, e que já foi curadora do Pavilhão de Itália na Bienal de Arte de Veneza de 2017, cujo conteúdo tinha como título "O Mundo Mágico".

Após ter recebido a notícia da nomeação, Cecilia Alemani disse: "É uma grande honra aceitar este cargo, um dos mais prestigiados nesta área em todo o mundo. Como primeira mulher italiana a receber esta posição, reconheço e valorizo a responsabilidade e a oportunidade que me deram para dar voz aos artistas de forma a criarem projetos únicos que reflitam as suas visões, e a nossa sociedade".

Nascida em Milão, em 1977, Cecilia Alemani é uma curadora com base em Nova Iorque, e tem trabalhado com artistas como El Anatsui, John Baldessari, Phyllida Barlow, Carol Bove, Sheila Hicks, Rashid Johnson, Barbara Kruger, Zoe Leonard, Faith Ringgold, Ed Ruscha, Nari Ward e Adrián Villar Rojas.

Lançou o High Line Plinth, um novo programa sobre peças de arte monumentais inaugurado em junho do ano passado com "Brick House", uma escultura da artista Simone Leigh.

Em 2018, foi curadora de uma exposição de arte pública em Buenos Aires, que celebrou a riqueza cultural da capital argentina.

Anteriormente foi curadora independente, desenvolvendo projetos para museus como a Tate Modern, em Londres, o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), e instituições sem fins lucrativos como a Artists Space and Art in General, também em Nova Iorque.

É formada em Filosofia pela Universidade de Milão, e possui um mestrado em estudos curatoriais de arte contemporânea na Bard College, em Nova Iorque.

Na reunião de hoje, o conselho de administração também decidiu confirmar, como diretor do departamento de música da Bienal, para este ano, o maestro e compositor Ivan Fedele, autor de "Drive", "High" e "Syntax", com quem trabalhou o compositor português João Madureira.

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