A Festa do Jazz, lembra a organização “mostra o melhor da música improvisada feita em Portugal” e “é onde o jazz português se deixa inspirar e um espaço para diversos encontros entre gerações e diversos elementos e públicos do sector do Jazz: músicos, estudantes, produtores e amantes do jazz”.

Este ano, pela primeira vez, depois de 15 edições no Teatro São Luiz (entre 2003 e 2017) e uma em vários espaços do Bairro Alto (em 2018), a Festa do Jazz, uma iniciativa da Associação Sons da Lusofonia, irá decorrer nos vários espaços do Capitólio, no Parque Mayer.

A organização promete “dias intensos, com todas as gerações do jazz nacional, das escolas aos mais consagrados, incluindo todos os agentes culturais”.

A Festa do Jazz arranca no sábado, às 16:00 na sala principal, com concurso Encontro Nacional de Escolas, no qual irão participar o JB Jazz Clube, a Escola de Jazz Luiz Villas Boas/Hot Clube de Portugal, o Curso Profissional de Instrumentista de Jazz da Bemposta/Portimão e a Jahas Rockschool Porto.

Pelas 18:00, também na sala principal, haverá ‘showcases’ das escolas superiores, apresentando-se alunos da Universidade Lusíada de Lisboa e da Universidade de Évora.

Nesse dia atuam ainda o Diogo Alexandre Trio (João Almeida no trompete, André Rosinha no contrabaixo e Diogo Alexandre na bateria), pelas 19:30 no terraço, o projeto Old Mountain (do guitarrista Pedro Branco e do baterista João Sousa) com o contrabaixista Demian Cabaud e o violetista George Dumitriu, às 21:30 na sala principal, e o cantor Manuel Linhares, que estará acompanhado de Paulo Barros ao piano, José Carlos Barbosa no contrabaixo e Filipe Monteiro na bateria, às 22:45 na sala principal. Para encerrar o primeiro dia, está agendada uma ‘jam session’, à meia-noite na sala principal.

No sábado, às 21:00 na sala principal, serão ainda anunciados os vencedores dos Prémios RTP/Festa do Jazz.

O segundo dia da Festa do Jazz começa na sala principal, às 16:00, com a GeraJazz, um projeto da Orquestra Geração/Sistema Portugal.

A propósito deste espetáculo, a organização da Festa do Jazz recorda que “o Jazz sempre esteve próximo dos movimentos cívicos e sociais desde da sua génese, contribuindo para o esbatimento, absolutamente necessário e ainda emergente, da alta e baixa cultura”.

A Orquestra Geração é um projeto de intervenção social, que começou em 2007 na Amadora e foi-se expandido a outros municípios portugueses.

Os restantes participantes do concurso Encontro Nacional de Escolas atuam na sala principal às 18:30. Assim, no domingo atuam representantes da Art’J – Escola Profissional de Artes Performativas da associação Jobra, da Escola de Jazz do Barreiro e da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra.

Pelas 18:00, também na sala principal, apresentam-se os alunos das Escolas Superiores. No domingo, haverá ‘showcases’ da Escola Superior de Música de Lisboa e do ESMAE Ensemble.

No mesmo dia, o terraço acolhe, às 20:00, o Luís Vicente Trio (Luís Vicente no trompete, Hugo Antunes no contrabaixo e Pedro Melo Alves na bateria).

Na sala principal atuam, às 21:00, o Isabel Rato Quinteto, (Isabel Rato ao piano, João David Almeida na voz, João Capinha no saxofone, João Custódio no contrabaixo e Alexandre Alvez na bateria), que terá como convidados a cantora Elisa Rodrigues e o acordeonista João Barradas, e o Ensemble Festa do Jazz (João Almeida no trompete, João Mortágua e José Pedro Coelho no saxofone, Tomás Marques no saxofone alto, Gabriel Pinto ao piano, Demian Cabaud no contrabaixo e Pedro Melo Alves na bateria).

O Ensemble Festa do Jazz é “composto essencialmente pela nova geração de músicos de jazz portugueses que passaram pela Festa do Jazz ao longo dos últimos anos, para interpretarem composições escritas ao longo de 12 anos por grandes compositores da música improvisada nacional”. Este grupo foi criado “para celebrar a criação da novíssima Rede Portuguesa de Jazz – Portugal Jazz”.

A Rede Portuguesa do Jazz, uma estrutura cultural para congregar músicos, promotores, editores, professores e investigadores, foi criada no ano passado “para dar mais visibilidade nacional, mas sobretudo internacional, ao jazz e à música improvisada portuguesa.

Esta é a primeira rede portuguesa dedicada ao jazz e à música improvisada, tendo sido constituída em assembleia geral em novembro passado na Jobra, Albergaria-a-Velha. O processo de construção do projeto teve financiamento estatal, de cerca de dez mil euros, através do Fundo de Fomento Cultural. A assembleia geral reúne-se no domingo.

A 17.ª Festa do Jazz termina pelas 00:00 com uma ‘jam session’ na sala principal. Antes disso, serão entregues os prémios do Encontro Nacional de Escolas.

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