O festival arranca com uma mostra de videodança do Núcleo 37.25, produzida por Hugo França, e o solo de dança contemporânea “Rubble King”, da autoria de Duarte Valadares e interpretado por André Cabral, no dia 27 de setembro, no Raiz Club, uma das novidades anunciadas hoje, na apresentação do evento, que aconteceu no Estúdio 13, em Ponta Delgada.

Na vertente performativa do festival, segue-se o já anunciado “Uníssono – Composição para cinco bailarinos”, de Victor Hugo Pontes, que se realiza a 28 de setembro, no Teatro Micaelense.

É já em outubro, no dia 3, que regressam os espetáculos, com a sessão “Paralelo On Wheels”, na Black Sand Box, onde será apresentado “Simulacro”, o resultado da residência artística de bailarinos de danças urbanas de São Miguel com Duarte Valadares, bem como uma ‘jam session’, que junta todos os bailarinos que participam no festival.

A programação do certame inclui, ainda, o espetáculo “Farde-Moi”, da companhia franco-italiana MF, que se realiza, no dia 4 de outubro, no Teatro Micaelense, e, no último dia de festival, chega “Hidden Garden”, um solo da bailarina luxemburguesa Jill Crovisier, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, e “Sacred Geometry”, da Orchidaceae Dance Company, uma companhia portuguesa feminina que funde danças tribais, urbanas e dança contemporânea, que acontece na ‘blackbox’ do Estúdio 13.

O festival oferece, ainda, aulas de várias modalidades, sendo o primeiro fim de semana, de 28 a 29 de setembro, dedicado às danças sociais e tradicionais, com aulas de danças de salão e danças do mundo, e o segundo, de 03 a 05 de outubro, dedicado à dança contemporânea e danças urbanas.

A primeira edição do Paralelo aconteceu em 2017, ano em que passaram por Ponta Delgada 35 artistas, 24 aulas, 11 bailarinos convidados, dez eventos, seis espetáculos, uma mostra de vídeo-dança, um baile, uma conversa e uma jam session, que totalizaram 40 horas de dança, avança a organização.

Foi criado por iniciativa do 37.25 – Núcleo de Artes Performativas, uma companhia de dança formada por nove bailarinos profissionais de São Miguel, em 2011, que foi buscar o nome às coordenadas da ilha.

Ao fim de sete anos de funcionamento, o núcleo sentiu a necessidade de “romper um bocadinho” com o círculo em que vinham a desenvolver o seu trabalho, e “trazer outras pessoas para trabalhar com o núcleo, com os alunos e com a comunidade”, explicou Catarina Medeiros, codiretora artística do certame.

O festival bienal regressa agora, em 2019, com o mesmo número de espetáculos, mas disponibiliza 31 aulas, ao longo de cinco dos seis dias em que decorre, e duas festas, que acontecem nos últimos dois dias, 4 e 5 de outubro, no Raiz Club.

Com a exceção do trabalho de Vítor Hugo Pontes e de Duarte Valadares, que chegam ao festival por convite direto da produção, a programação assenta numa seleção de trabalhos que se destacaram de entre 569 candidaturas internacionais que a organização recebeu, no âmbito de uma convocatória aberta.

Por enquanto, todos os eventos do Paralelo acontecem em Ponta Delgada, mas o “objetivo é conseguir chegar a outras partes da ilha e dar acesso a vários públicos”, adiantou Carolina Rocha, co-diretora artística do festival.

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