O festival vai ter lugar no Auditório Municipal Ricardo Carapeto, na cidade fronteiriça com a região portuguesa do Alentejo, e é promovido pela Secretaria Geral de Cultura da Junta da Extremadura, em colaboração com o Ayuntamiento de Badajoz.

O BADASOM, realçou hoje a organização, “é um momento único de união e de partilha das duas músicas mais representativas de Espanha e Portugal, o fado e o flamenco, declarados pela Património Cultural Imaterial da Humanidade” pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Nesta 9.ª edição, o programa reúne em palco três companhias internacionais de baile flamenco e três fadistas portugueses, artistas que, frisaram os organizadores, “triunfam atualmente no mundo inteiro, com diferentes estilos e maneiras de abordar a dança e o fado”, e que, em comum, têm a “juventude, vanguarda, paixão, trabalho, experiência e reconhecimento mundial das suas propostas artísticas”.

Carminho, António Zambujo e Ricardo Ribeiro são os representantes portugueses: Trata-se de “três jovens fadistas consagrados que sentem o fado com a mesma paixão e o renovam, interpretando-o com diferentes estilos e matizes”, afirmou a organização.

“Estes e outros jovens emergentes garantem, atualmente, a continuidade e a evolução do fado e das suas distintas formas”, explicou a organização do festival.

Do lado espanhol, as atuações programadas são as do Ballet Flamenco de Andalucía, do “bailador” Farruquito, com a “cantadora” La Marelu e o guitarrista Paco Cepero, e ainda da companhia flamenca Eva Yerbabuena.

Estas “três propostas mostram as diferentes formas como os criadores mais vanguardistas e revolucionários do baile flamenco abordam a criação artística e cultural da dança em Espanha”, referiram os organizadores, em comunicado.

No dia inaugural do certame, sobem ao palco o Ballet Flamenco de Andalucía e a fadista Carminho, enquanto, no dia seguinte, é a vez de Farruquito, La Marelu e Paco Cepero e do português António Zambujo.

A companhia flamenca Eva Yerbabuena e o fadista Ricardo Ribeiro atuam no último dia do BADASOM.

O festival, nascido há oito anos, reforçaram os promotores, “é uma referência no que diz respeito à promoção e difusão da cultura portuguesa e espanhola através da música e da palavra”.

O evento, continuaram, possibilita a descoberta do fado pelo público espanhol, enquanto os “vizinhos portugueses” têm a oportunidade de “conhecer e desfrutar do flamenco, partilhando em conjunto grandes noites de música e de magia”.

Parte das receitas do certame destina-se à associação da Estremadura espanhola “Princesa Rett”, que investiga a Síndrome de Rett, doença rara e degenerativa que afeta crianças do sexo feminino de várias famílias da região.

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