Igualmente aguardado quanto os primeiros raios de sol da Primavera, a segunda edição do Optimus Primavera Sound chega ao fim e já se sentem as saudades. Sem chuva ou cancelamentos, tudo correu como desejado. Ou talvez melhor.

Recorda aqui alguns dos melhores momentos do festival. O que fica por dizer, as imagens contam.

Diferente de outros festivais, ainda não foi desta que a tenda e o kit de campismo saíram do canto onde foram esquecidos desde o último festival do ano passado - ainda que alguns tenham acampado em salas e quartos vazios de amigos e conhecidos. E ao contrário de outras andanças, as histórias do parque de campismo são substituídas pelas, não menos absurdas, experiências vividas numa das muitas residências e hostels – como uma casa de banho ao estilo da zona de chuveiros de um festival ou os franceses do quarto ao lado que resolveram cantar clássicos dos anos 80 às sete e meia da manhã. O que não tem par é a forma como a cidade e os que a compõem receberam milhares de festivaleiros. Tudo é melhor no Porto, dizem. E não há como discordar. Sentimento partilhado por algumas bandas que divulgaram, nas diversas redes sociais, fotografias e inúmeros elogios à capital do norte. Voltem sempre, dizemos nós.

Com lugar no Parque da Cidade, o maior parque urbano no país, o recinto da Optimus Primavera Sound privilegia do seu espaço: local idilicamente verde onde por três dias as suas colinas verdes são transformadas num auditório natural. Tudo é bonito neste festival, não é só a sua localização. Nada parece ficar mal na foto. Nada nem ninguém. Havia dress code e ninguém disse nada? Tudo parecia combinar com o ambiente proposto pela organização e marcas residentes. Só o vento não combinada com nada. As flores na cabeça davam um toque final e tal como na música dos The Mamas & the Papas, “if you're going to Optimus Primavera Sound, be sure to wear some flowers in your hair, you're gonna meet some gentle people there”. Verdade.

Com um copo de vinho ou um fino na mão (escrevo em Lisboa, mas não quero ferir suscetibilidades), sentados na relva ou religiosamente na primeira fila, amigos reencontraram-se e novos amigos foram feitos. E por falar nisso, há quem diga ter visto o Damon Albarn ou o Kevin Shields a passear pelo recinto e a assistir a alguns concertos. Suspiros.

Terão sido mais de 75 mil os que assistiram aos concertos dos três dias, segundo números da organização. Não se sabe quantas foram as lágrimas escorridas ao som de Explosions in the Sky, o número de t-shirs de Blur que há anos aguardavam para sair da gaveta ou o número de suspiros a cada vez que Nick Cave se aproximava da primeira fila.

Guardem a toalha/saco laranja. Já só faltam três meses de sol, três meses de chuva e três meses de frio para voltarem três meses de Primavera e três dias de música. Entretanto já há datas para a próxima edição. O Parque da Cidade voltará a receber o Optimus Primavera Sound nos dias 5, 6 e 7 de junho de 2014 e para já estão confirmados os norte-americanos Neutral Milk Hotel. Aguentem corações.

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