Para André Gomes, programador do palco que é gerido pela Academia de Música dessa cidade do distrito de Aveiro e também está afeto à sua Escola Profissional, essas escolhas refletem "o desejo de apresentar, num mesmo espaço, nomes confirmados e propostas de um risco assumido", no que a instituição beneficiará do "capital de confiança" que acredita já ter conquistado.

"De um lado teremos um nome como o Jay-Jay Johanson e, do outro, o espanhol Alberto Montero - com destaque também, evidentemente, para seis concertos proporcionados pelas nossas orquestras, com grandes solistas e excelentes programas", realça.

Em agosto o Auditório de Espinho já tinha revelado parte da sua programação para o último trimestre do ano, nomeadamente o concerto de 16 de novembro pelo cantor e compositor de jazz Kyle Eastwood, no âmbito na edição de 2019 do festival Misty Fest, mas só hoje o cartaz ficou completo.

Assim, ao guitarrista americano William Tyler e à companhia de teatro circense Dondavel, por exemplo, junta-se agora Jay-Jay Johanson que, a 12 de outubro, agora está de regresso aos palcos para apresentar o mais recente álbum, "Kings Cross" (2019).

Em causa está "mais um conjunto de canções tão melancólicas quanto harmoniosas", a culminar um percurso discográfico que André Gomes diz "cheio de vitórias".

Pelo mesmo auditório passará a 08 de novembro o cantor Alberto Montero, que se tem afirmado como um dos novos talentos da música independente espanhola e que, "entre a pop e a música barroca", partilhará o palco com um quarteto de cordas da Escola Profissional de Música de Espinho.

O grupo ‘a cappella’ Sopa de Pedra, por sua vez, atuará a 23 de novembro, apresentando um conjunto de canções de raiz tradicional em que se incluem também temas de Zeca Afonso, José Mário Branco, João Loio e Amélia Muge.

Quanto às orquestras, serão cinco, num total de seis exibições. O Auditório já tinha anunciado para 27 de setembro a Orquestra Clássica de Espinho com a trompista Cristiana Neves e para 11 de outubro a Orquestra de Jazz de Espinho com o baterista Mário Costa, mas agora acrescenta a esses espetáculos mais quatro performances pelos mesmos dois coletivos.

A Orquestra de Jazz, em específico, regressará a 13 de dezembro com o solista alemão Nils Wogram ao trombone, explorando composições em que esse virtuoso combina sonoridades evocativas dos tempos áureos das Big Bands com "sofisticadas improvisações".

Já a Orquestra Clássica, voltará ao palco a 22 de novembro com a violinista chino-britânica Leia Zhu, "prodígio do instrumento" que, aos 12 anos de idade, apresentará em Espinho obras do finlandês Jean Sibelius.

A mesma orquestra anuncia ainda dois outros concertos para 21 e 22 de dezembro, com repertório natalício dirigido pelo luso-polaco Jan Wierzba e acompanhado pelo coro Crescendo da Academia de Música de Espinho.

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