Luís Sepúlveda é o vencedor da 12.ª edição do Prémio Eduardo Lourenço, no valor de 7.500 euros, atribuído pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI), com sede na cidade mais alta do país.

Instituído em 2004, o prémio destina-se a galardoar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cooperação e da cultura ibérica.

Na sessão solene, o homenageado disse que, ao receber o galardão, sente "uma emoção muito especial", por ter o nome de Eduardo Lourenço.

"Este prémio tem para mim um significado muito especial e muito emotivo. É um prémio de uma emoção muito especial e só me resta dizer muito obrigado", declarou o escritor.

Em declarações aos jornalistas, disse ainda que estava "muito contente" por considerar "uma grande honra receber um prémio com o nome de Eduardo Lourenço, um dos pensadores e dos intelectuais" que admira.

Luís Sepúlveda, que vive atualmente em Gijon, Espanha, é autor de livros como "O Velho Que lia Romances de Amor" e "História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar", entre outros.

Durante a cerimónia de entrega do galardão, realizada na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, disse que o galardoado é "um cidadão do mundo".

O autarca anunciou que, em 2017, além deste prémio, o CEI irá atribuir um outro denominado Prémio CEI Investigação, Inovação e Território, que terá como objetivo "distinguir a investigação inteligente, a inovação e o empreendedorismo".

O prémio, com um total de 5.000 euros, premiará duas modalidades - uma de investigação e outra de inovação e território -, cada uma com a verba de 2.500 euros.

O jornalista Fernando Paulouro Neves, que propôs o nome de Luís Sepúlveda ao Prémio Eduardo Lourenço, disse na sessão que a obra do escritor se ajusta "como poucas" ao patrono do galardão.

O Prémio Eduardo Lourenço, atribuído pelo CEI, teve a sua primeira edição em 2004 e já distinguiu diferentes personalidades de relevo de Portugal e de Espanha.

As anteriores edições contemplaram Maria Helena da Rocha Pereira (professora Catedrática de Cultura Greco-Latina, Agustín Remesal (jornalista), Maria João Pires (pianista), Ángel Campos Pámpano (poeta), Jorge Figueiredo Dias (professor Catedrático de Direito Penal), os escritores César António Molina, Mia Couto e Agustina Bessa-Luís, José María Martín Patino (teólogo), Jerónimo Pizarro (professor e investigador) e Antonio Sáez Delgado (professor e investigador).

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