No uso de uma competência que lhe foi atribuída há anos pela Academia Sueca, a SPA tem a possibilidade de, todos ao anos, apresentar um candidato português ao Prémio Nobel da Literatura, tendo este ano a escolha recaído sobre Mário Cláudio, à semelhança do que já aconteceu em edições anteriores com nomes como Sophia de Mello Breyner Andresen, António Ramos Rosa, Maria Teresa Horta e Mário de Carvalho, entre outros.

“Considera a SPA que a obra literária de Mário Cláudio, incluindo a ficção narrativa, o teatro, o memorialismo e a poesia, é, na sua riqueza e diversidade, uma das mais marcantes da história da literatura portuguesa, merecendo por isso esta distinção, para além das muitas outras já recebidas”, revela a SPA em comunicado.

A cooperativa de autores recorda que Mário Cláudio foi distinguido com a Medalha de Honra da SPA em 2009.

No final do ano passado, recebeu título de doutor 'honoris causa' pela Universidade do Porto, pelos 50 anos de vida literária e pela colaboração cívica que desenvolve a partir daquela cidade.

A SPA assinala que vai assegurar “em breve” a publicação, na coleção "Fio da Memória" da editora Guerra e Paz, de uma entrevista autobiográfica feita por José Jorge Letria ao autor de obras como “Amadeo”, “O Eixo da Bússola”, “Astronomia”, “Tiago Veiga, Uma Biografia”, “A Alma Vagueante” ou “Memórias Secretas”.

A apresentação das candidaturas ao Nobel da Literatura é sempre fundamentada com as qualidades que inequivocamente se identificam nas obras candidatas, explica a SPA.

“Esta é uma maneira de a Sociedade Portuguesa de Autores se associar a um ato cimeiro da vida literária e editorial mundial, recordando que dezenas dos seus associados são escritores com obra publicada e reconhecida”, acrescenta.

Mário Cláudio é o pseudónimo literário de Rui Manuel Pinto Barbot Costa, nascido em 1941 no seio de uma família burguesa, no Porto.

Licenciou-se em Direito e lançou a sua primeira obra, um livro de poesia intitulado “Ciclo de Cypris”, em 1969.

Com uma obra que se estende pelo conto, novela, crónica, teatro, escrita infantojuvenil, ensaio e romance, Mário Cláudio foi várias vezes distinguido, tendo recebido por duas vezes o Grande Prémio de Romance e Novela da APE, por “Amadeo” (1984) e “Retrato de Rapaz” (2014).

O escritor, de 78 anos, recebeu ainda o Prémio PEN-Clube Português de Novelística, por “O Pórtico da Glória” (1998) e “Camilo Broca” (2007), o prémio Autores SPA/RTP para Melhor Livro de Ficção Narrativa, por “Tiago Veiga: Uma Biografia” (2012), o prémio D. Dinis, por “Astronomia” (2017), e o Prémio Pessoa (2004), pela sua obra.

Mário Cláudio foi agraciado com as comendas da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, de ‘Chevalier des Arts et des Lettres’, atribuída pelo Ministério da Cultura de França, e da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

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