De acordo com a Fundação Calouste Gulbenkian, o edifício da Coleção do Fundador reabrirá ao público, mas o da Coleção Moderna continuará encerrado, antecipando um período de obras de remodelação já previsto.

De acordo com as diretivas do Governo para o progressivo desconfinamento no quadro da pandemia de COVID-19, os museus vão poder reabrir portas a 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, mas este ano não se irá realizar a tradicional Noite dos Museus que o antecede.

"Atendendo às características muito específicas do evento e às limitações derivadas da atual pandemia, em 2020 a DGPC não irá, excecionalmente, promover a comemoração da Noite Europeia dos Museus", indica o site da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Mas para o dia 18, a DGPC está a convidar todos os membros da Rede Portuguesa de Museus a celebrar a data, este ano sob o tema "Museus para a Igualdade: Diversidade e Inclusão", e "em moldes diferentes dos habituais, nomeadamente através da partilha de visitas e exposições virtuais".

Quanto à programação do Museu Gulbenkian, a fundação está a preparar um programa comemorativo online que inclui música, dança, performances, depoimentos, visitas fora de horas e conversas com artistas e responsáveis de museus nacionais e internacionais.

Num comunicado sobre a reabertura, a Gulbenkian indica que, de modo a cumprir as regras de distanciamento impostas pela pandemia, haverá limitações no número de visitantes da Coleção do Fundador e da exposição temporária "A Idade de Ouro do Mobiliário Francês".

A Coleção Moderna "permanecerá de portas fechadas, antecipando o encerramento previsto para as obras de remodelação que vão ligar o edifício da Coleção Moderna ao novo Jardim Gulbenkian".

O programa que assinala a reabertura do museu inicia-se sábado, dia 16, às 11:00, com a inauguração de uma exposição participativa virtual, composta por meia centena de obras escolhidas pelo público, na sequência do desafio lançado nas redes sociais "Curador por um dia".

No domingo, às 11:00, será dado a ouvir um conto persa - "O Leão e a Lebre" - em farsi e em português, a partir de um livro da coleção islâmica do fundador, Calouste Gulbenkian.

No dia 18, às 11:00, a diretora do Museu Gulbenkian, Penelope Curtis, dará as boas-vindas a todos os visitantes numa visita online em direto pelas galerias do museu.

Ainda segundo a programação, a partir das 11:30, e pelo dia fora, serão apresentados curtos depoimentos em vídeo na rede social Instagram do museu "que resultam de um desafio lançado a alguns profissionais, que garantem o funcionamento diário do espaço e que lidam diretamente com as peças, para escolherem uma obra capaz iluminar estes tempos incertos".

A curadora Jessica Hallett dará início a um ciclo de conversas que vai envolver artistas, convidados e responsáveis de museus, e que começa com Diana Pereira, Farhad Kazemi e Shahd Wadi, todos eles envolvidos no projeto "O Poder da Palavra".

Às 15:00, Penelope Curtis irá juntar-se a Manuel Fontán del Junco, diretor da Fundación Juan March (Espanha) e Katarina Pierre, diretora do Bildmuseet da Umeå University (Suécia), para responder à questão: "E agora que as portas reabrem?".

A conversa é moderada por Maria Vlachou, da associação Acesso Cultura, que visa debater os desafios que os museus enfrentam e apresentar as suas propostas para o futuro.

A partir das 18:00, os artistas Ângela Ferreira, Hugo Canoilas e Mariana Silva e a curadora Rita Fabiana refletem, noutro painel, sobre o tema "Tempos certos e tempos incertos: que museu para um tempo de incerteza?".

Ao longo do dia serão apresentados espetáculos de música, dança e performances gravados nos espaços da Fundação Gulbenkian.

O programa encerrará com uma visita fora de horas, às 21:30, pelas galerias do museu pela voz dos curadores João Carvalho Dias e Ana Vasconcelos.

A nível global, a COVID-19 já provocou mais de 280 mil mortos e infetou mais de quatro milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,3 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal morreram 1.135 pessoas das 27.581 confirmadas como infetadas, e há 2549 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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