A voz de Freddie Mercury é considerada por muitos como uma das melhores da história da música. Para o provar, uma equipa de investigadores, liderada pelo austríaco Christian Herbst, decidiu analisar ao detalhe a voz do vocalista dos Queen.

Para o estudo realizado pela Logopedics Foniatria Vocology , os cientistas analisaram a voz do artista em entrevistas, gravações a solo e em canções gravadas com a banda. Através do arquivo e da análise dos treinos de Daniel Zangger-Borch, um imitador do vocalista dos Queen, a equipa chegou à conclusão que as cordas vocais de Freddie Mercury moviam-se mais rápido do que o normal - de acordo com o estudo,  o vibrato do cantor chegava aos 7,04 Hz, sendo que a média oscila entre os 5,4 e os 6,9 Hz.

Com o estudo, a equipa cientistas descobriu ainda que o músico era um barítono (voz masculina intermédia, entre o baixo e o tenor). As gravações a cappela provaram ainda que Mercury tinha uma "surpreendente frequência moduladora fundamental", que permitia que o cantor mudasse facilmente entre um registo mais grave e outro mais agudo.

Durante a investigação, os cientistas concluíram que a voz do músico tinha uma “vibração subharmónica” que, aliada ao vibrato rápido e irregular, ajudou "a criar a personalidade excêntrica e extravagante que Freddie Mercury usava em palco".

"É como se ele levasse a voz aos limites absolutos do que era fisicamente capaz", frisou Brandon Weber no portal The Big Think.

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