Segundo a organização, para a edição deste ano foram vendidos cerca de 32 mil bilhetes no estrangeiro, e a presença de pessoas de várias nacionalidades no recinto é notória.

Tracy e Mark, um casal de ingleses com cerca de 50 anos, este ano trocou o festival de Glastonbury, em Inglaterra, pelo Alive, em Portugal, onde aproveitaram para fazer uma semana de férias.

“Geralmente vamos a Glastonbury, mas este ano não conseguimos comprar bilhetes então pensámos experimentar algo no estrangeiro, fomos levados pelo Sol e vamos ver como as coisas correm”, contou Tracy à Lusa.

Além do Sol, “o cartaz fantástico”, do qual destacam Radiohead, Arcade Fire, John Grant e Wolf Alice, e o “preço fantástico” dos bilhetes pesaram na escolha.

Apesar de o festival ainda estar nas primeiras horas, o casal considera “tudo ótimo”. Mais uma vez, falam no tempo: “O sol brilha e não há lama, algo a que não estamos habituados”, disse Mark.

Susan, também inglesa, optou pelo Alive “principalmente por causa dos Radiohead”. Também ela não conseguiu ir a Glastonbury este ano. “Aqui parece tudo fantástico, o Sol e as bandas”, referiu.

A banda britânica foi também a grande responsável pela presença do belga Guillaume no Passeio Marítimo de Algés.

“Um amigo leu que os Radiohead vinham e convenceu um grupo grande a vir com ele. O cartaz é bom, era uma boa oportunidade. Acabámos de chegar, mas parece-me bem. Há sol”, contou à Lusa.

A australiana Amanda destaca “um preço tão bom, por tantas bandas”. Entre os mais de 120 artistas salienta Radiohead, Tame Impala, Arcade Fire, Foals e Band of Horses.

A Lusa apanhou-a a entrar no recinto. “Adoro a banda a tocar à entrada [no pórtico]”, disse.

Com ela também tinha acabado de entrar o australiano Cameron. “Estou a achar muito fixe, quero saber onde se arranja chapéus”, afirmou.

Os estrangeiros destacam o bom tempo, mas é também este que obriga muitos a abrigarem-se nas sombras que há no recinto.

“O tempo é bom”, salienta a inglesa Harriette, para logo acrescentar: “Temos de estar abrigados na sombra, mas é ótimo”.

Ela e o inglês Key, sentados num banco de jardim na rua típica portuguesa, com calçada feita com ‘stencil’ (pintura com recuso a moldes), estão no Alive, “por causa da música e do tempo fantástico”.

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