Os britânicos não fizeram nenhuma alusão ao conflito entre Israel e Palestina durante as duas horas do concerto, que decorreu no Park Hayarkon e contou com cerca de 47 mil espectadores.

"Falou-se muito sobre isso, mas, afinal de contas, nós fizemos música", disse o vocalista Thom Yorke antes da última canção, "Karma Police".

"Nem toda a gente votou no Benjamin Netanyahu", exclamou Sarai Givaty, músico de 35 anos que assistiu ao concerto, em referência ao conservador primeiro-ministro israelita.

Numa mensagem publicada no Twitter na semana passada, Yorke afirmou que "tocar num país não significa apoiar o seu governo". "Atuámos em Israel há 20 anos com diversos governos, alguns mais liberais do que outros. Como nos Estados Unidos. Não respeitamos Netanyahu mais do que Donald Trump, mas continuamos a tocar nos Estados Unidos", escreveu. "A música, a arte, consiste em quebrar barreiras, não em criá-las", concluiu.

Nos últimos anos, diversos artistas participaram numa campanha de boicote contra a ocupação dos territórios palestinianos por Israel há mais de meio século. Mas a atuação dos Radiohead, em especial, chamou a atenção, já que o grupo é conhecido por expressar as suas opiniões sobre assuntos políticos.

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