Antes da demissão, o magnata manifestou a sua raiva com a atriz, cantora e apresentadora e disse que ela "deveria envergonhar-se" pela imagem.

"Os meus filhos, especialmente o meu filho de 11 anos, Barron, estão a ter dificuldade em lidar com isso. Doente!", twitou Trump.

Kathy, de 56, uma das apresentadoras da cobertura de Ano Novo da CNN na última década, pediu desculpas e disse ter pedido ao famoso fotógrafo Tyler Shields que tirasse a foto da Internet. Isso não salvou, no entanto, o seu trabalho na CNN.

"A CNN terminou o contrato com Kathy Griffin para aparecer no nosso programa de Ano Novo", anunciou a unidade de comunicação da rede no Twitter.

Pouco antes, a emissora tinha informado que estava "a avaliar" a sua cobertura de Ano Novo e descreveu a fotografia como "asquerosa e ofensiva".

Kathy Griffin

A primeira-dama Melania Trump também criticou a comediante, vencedora de dois Emmys pelo seu reality show "My Life on the D List".

"Como mãe, esposa e ser humano, esta foto é muito preocupante", declarou Melania.

"Quando levamos em conta algumas das atrocidades que estão a acontecer hoje no mundo, uma foto como esta está simplesmente errada e faz-nos questionar a saúde mental de quem a tirou", acrescentou.

"Asquerosa, mas não surpreendente", partilhou ontem à noite o filho mais velho de Trump, Donald Jr..

"É a esquerda de hoje. Acham isto aceitável? Imaginem se um conservador tivesse feito isto quando Obama era presidente?", completou.

Até os críticos de Trump lamentaram o episódio. "Nunca é divertido brincar sobre matar um presidente", disse Chelsea Clinton, filha da ex-concorrente de Trump na corrida à Presidência, Hillary Clinton.

"Acho que ela pensou que estava a fazer alguma declaração artística, mas esta imagem não tem espaço no nosso diálogo político", disse à MSNBC o senador do Minnesota e ex-comediante do programa Saturday Night Live, o democrata Al Franken.

Os Serviços Secretos anunciaram que estudarão o incidente e publicaram no Twitter que as ameaças contra os seus protegidos "recebem a máxima prioridade" nas suas investigações.

Num vídeo de 31 segundos postado nas redes sociais na terça, Griffin disse: "Peço que me perdoem. Fui longe demais. Cometi um erro, enganei-me".

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