«Sempre quis ser vedeta» assume, sem complexos, Joaquim Monchique numa entrevista publicada esta semana pela revista «Flash!».

O programa da RTP «Grande Noite» (1991), onde dividia o protagonismo com João Baião, concretizou-lhe o desejo de infância. «O programa dava às quintas-feiras e eu, às sextas, adorava sair à rua e ser reconhecido», confessa o actor.

Mas com o passar dos anos e o número de fãs a aumentar, o caso mudou de figura. Embora ainda goste de ser famoso admite que «não há qualquer vantagem em ser vedeta».
E explica porquê: «Aqui, em Lisboa, ainda dá para sair à rua e tomar um café, mas no Porto, por exemplo, onde as pessoas não estão habituadas a ver-me, estão sempre a querer agarrar-me e beijar-me».

Se o reconhecimento do público dá conforto, por outro lado, «deixa-se de ter vida própria», sublinha Joaquim Monchique. «Estamos sempre a ser observados e julgados, mas a fama é assim e as regras são essas», conclui, conformado.

As viagens ao estrangeiro acabam, por isso, por ser o melhor refúgio para o actor conseguir exteriorizar:
«Gosto de ir para fora onde ninguém esteja a olhar para mim. Gosto de poder gritar na rua e fazer disparates, se me apetecer.»

O resto do tempo passa-o Monchique de forma tranquila e de modo semelhante ao comum dos mortais:
«Toda a gente acha que os actores têm uma vida doida! Que fazemos orgias e outras maluquices... no fundo, somos todos iguais: actores, médicos ou homens do talho. Todos os dias bebo café, vou para casa, janto», assegura o actor, sublinhando que o pior da «fama» são os boatos.

Os boatos e, pelos vistos, as idas ao Porto...

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