O filme de animação português “Purpleboy”, do realizador Alexandre Siqueira, venceu o prémio de melhor curta-metragem do Festival Internacional de Animação de Pernambuco, que distinguiu também Regina Pessoa, como melhor realizadora, pelo filme “Tio Tomás”.

A informação foi partilhada na página de Facebook do Animage - Festival Internacional de Animação de Pernambuco, cuja 10.ª edição encerrou no domingo.

De acordo com os resultados, o vencedor do Grande Prémio Animage para Melhor Curta-metragem foi o filme “Purpleboy”, de Alexandre Siqueira, que aborda a questão da identidade de género e gira em torno de uma criança que cresce no jardim dos pais, com o corpo a desenvolver-se no subsolo, sem que ninguém conheça o seu sexo biológico, nem o próprio, apesar de ele saber perfeitamente aquilo que quer ser.

Os membros do júri justificam a escolha deste filme “pela ousadia na abordagem poética da natureza humana”.

“Purpleboy" já tinha sido distinguido este ano, no Festival Curtas de Vila do Conde, como melhor filme de animação.

Entre os vencedores, houve um outro português, o filme “Tio Tomás – A contabilidade dos dias”, cuja realizadora, Regina Pessoa, venceu o Prémio de Melhor Direção, “pela arte em orquestrar uma grande equipa mantendo o seu estilo poético e singular”.

Este filme já havia sido duplamente premiado em junho, no Festival Internacional de Animação de Annecy 2019 - com o Prémio Especial do Júri e com o Prémio para a Melhor Música Original -, e tornou a ser distinguido um mês depois com o Grande Prémio do Festival Internacional de Animação do Brasil – Anima Mundi.

O júri responsável pelos prémios da mostra competitiva do Animage foi formado por Liana Vila Nova, do Porto Digital, pelo artista plástico, professor e cineasta Paulo Leonardo e Neco Tabosa, diretor e criador da série "Bia Desenha".

O prémio do Público para melhor curta-metragem foi para “Who are you”, do chileno Julio Pot, ao passo que a distinção para a melhor curta-metragem infantil foi para a República Checa, pelo filme “Poustet Draka”, de Martin Smatana.

A melhor ‘curta’ brasileira foi “Sangro”, de Tiago Minamisawa, Bruno H Castro e Guto BR, enquanto o prémio de melhor argumento foi para “The opposites game”, de Anna Samo e Lisa LaBracio, dos Estados Unidos.

O prémio de melhor direção de arte foi atribuído a “Mémorable”, do francês Bruno Collet, e a menção honrosa para a mesma categoria foi entregue à brasileira Laura de Araújo, por “Não moro mais aqui”.

“Grozna Prikazka”, da búlgara Radostina Neykova, teve a melhor técnica, ao passo que a produção chinesa “King of the house”, de Zige Zhang, teve o melhor som.

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