Confirma-se: a versão de "Bohemian Rhapsody" que está a passar nas salas de cinema da China foi censurada.

A notícia da autorização de estreia naquele país do "biopic" sobre Freddie Mercury surgiu pouco depois do filme ganhar quatro Óscares.

Nessa altura, as previsões iam no sentido de que iria perder cerca de um minuto de beijos homossexuais e consumo de drogas.

Afinal, a versão que estreou na sexta-feira, 22  de março, foi mais além e tem cortes à volta de três minutos bem mais drásticos.

Segundo o jornal The New York Times, citado pelo The Guardian, ficaram pelo caminho momentos em que o vocalista e os outros membros dos Queen se vestem de mulheres, bem como a cena em que Mercury fala com franqueza sobre a sua sexualidade com a noiva e outra em que conhece Jim Hutton, o seu futuro parceiro.

Já o momento em que revela aos outros membros do grupo que tem Sida, durante os ensaios para a atuação no Live Aid, foi silenciado e não aparecem legendas.

Contactado pelo Times, o porta-voz do estúdio 20th Century Fox não quis fazer comentários sobre a censura ao seu filme.

Antes, já tinham sido eliminadas as referências homossexuais no discurso de Rami Malek após ganhar a estatueta de Melhor Ator por "Bohemian Rhapsody": a rede social chinesa Weibo encheu-se de comentários negativos após a Mango TV, uma das estações mais populares na China e uma das duas que exibiram a cerimónia em "streaming", ter trocado "gay men" [homossexuais] por "special group" [grupo especial] na legendagem.

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