A plataforma de streaming Amazon Prime Video adquiriu a sequela da comédia e média de sucesso "Borat: Aprender Cultura da América para Fazer Benefício Glorioso à Nação do Cazaquistão", do britânico Sacha Baron Cohen.

O novo filme ficará disponível antes das eleições de 3 de novembro nos EUA.

A informação foi confirmada à agência AFP esta terça-feira (29) por uma fonte próxima ao acordo.

Segundo uma entrada publicada no Sindicato dos Argumentistas dos EUA posteriormente removida, o novo filme terá um título ainda mais comprido que dá grande destaque ao atual vice-presidente dos EUA: "Borat: Gift of Pornographic Monkey to Vice Premiere Mikhael Pence to Make Benefit Recently Diminished Nation of Kazakhstan ("Borat: Macaco Pornográfico de Presente para o Vice Premiere Mikhael Pence Para Fazer Benefício à Recém-diminuída Nação do Cazaquistão", em tradução livre).

Note-se que "Vice Premiere Mikhael Pence" deverá ser entendido como a forma como o nome de Mike Pence é pronunciado pelo peculiar "jornalista" do Cazaquistão.

baron

Em 2006, o filme de comédia politicamente incorreto causou comoção e arrecadou mais de 260 milhões de dólares. Foi ainda nomeado para os Óscares na categoria de Melhor Argumento.

No filme, que misturava humor desbragado e críticas contundentes à sociedade americana, Sacha Baron Cohen dava vida a Borat, um jornalista cazaque estúpido e retrógrado, mas grande admirador dos EUA, que procurava fazer um documentário sobre o país.

O humorista entrevistava personagens muito reais, desde estudantes a cowboys e políticos, tentando expor os seus preconceitos e defeitos ao mostrar-se como um estrangeiro rude e ignorante.

Segundo o site especializado Deadline, a sequela foi filmada este verão com uma pequena equipa após terem sido levantadas as restrições relacionadas com a pandemia.

Apesar do secretismo à volta do projeto, houve notícias no final de junho sobre Sacha Baron Cohen se ter infiltrado num comício de extrema-direita e ter convencido a multidão a cantar uma canção racista.

Já Rudy Giuliani, antigo presidente da Câmara de Nova Iorque e grande aliado de Donald Trump, revelou no início de julho que terá sido emboscado por Cohen durante uma entrevista.

Já perto do fim de agosto, um vídeo do Tik Tok com Cohen caracterizado como Borat a conduzir um carro tornou-se viral.

Além de Borat, Sacha Baron Cohen especializou-se em parodiar pessoas anónimas ou famosas ao incorporar diferentes personagens, desde o suposto rapper Ali G até ao apresentador homossexual austríaco Brüno.

Em 2018, ele adotou esse conceito num programa que causou polémica, "Who is America?" [Quem são os Estados Unidos?], em que várias figuras políticas foram expostas.

O programa levou à demissão de um parlamentar pelo estado da Geórgia: Baron Cohen apresentou-se a ele como um especialista israelita na luta contra o terrorismo, levando-o a proferir ofensas racistas e a despir-se para intimidar um sequestrador.

Sarah Palin, candidata mal sucedida à vice-presidência dos EUA e alvo frequente da imprensa, também foi vítima dos seus estratagemas e denunciou o humor "perverso" do comediante britânico.

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