A analogia é do diretor do certame que se realiza em Espinho,
Filipe Pereira, que garantiu à Lusa que a edição deste ano «é uma tempestade perfeita em termos de programação, porque abrange todas as áreas do cinema que a organização do festival queria apresentar e continua a reunir no [programa de formação] Training Ground profissionais de renome internacional, premiados várias vezes».

Filipe Pereira assegura que «o FEST nunca teve um programa tão completo como este ano» e, nesse contexto, anuncia também que o primeiro dia do evento, já no domingo, «passa a ser dedicado exclusivamente às famílias», propondo, durante a manhã e a tarde, desde curtas-metragens de animação a ateliês de pintura facial, «workshops» de expressão artística, oficinas sobre livros de fotogramas e vários jogos lúdico-didáticos.

A competição decorre a partir de segunda-feira, reunindo 90 obras selecionadas
[/a] entre cerca de 1.500 candidaturas e revelando que «a qualidade dos filmes a concurso este ano é a mais elevada de sempre, quer ao nível técnico, quer ao nível dos conteúdos».

Filipe Pereira admite que «a tendência do documentário continua muito forte entre os jovens realizadores», mas observa também que esses têm cada vez mais o cuidado de «complementar a educação que recebem nas universidades e escolas profissionais com a formação disponível noutros locais» - como é o caso do Training Ground, que, na próxima semana, será frequentado por cerca de 300 participantes de várias nacionalidades, entre os quais estudantes de Cinema e profissionais já em funções na indústria.

O diretor de fotografia Tom Stern, o realizador [a|http://cinema.sapo.pt/pessoa/fernando-trueba]Fernando Trueba e o compositor de bandas-sonoras
Kjartan Sveinsson, da banda Sigur Rós, são apenas algumas das personalidades de referência que em 2012 se deslocam a Espinho para, no âmbito do FEST, partilharem os seus conhecimentos em «masterclasses» sobre as áreas técnicas em que se destacaram internacionalmente - e entre as quais se incluem também a edição, a realização de videoclips, a caracterização, a distribuição comercial, a representação e o design de produção.

«O ator
Rutger Hauer já esteve anunciado como formador, mas teve que desistir por motivos profissionais», revela Filipe Pereira. «Mas continuamos a ter aqui excelentes especialistas que aceitaram o nosso convite por várias razões: uns porque conhecem o festival através de colegas que vieram cá e falaram muito bem da experiência e outros porque estão gratos pelo que atingiram nas suas carreiras e se sentem na obrigação de partilhar os seus conhecimentos com as gerações mais novas».

Para o diretor do FEST, essa «disponibilidade» é um dos motivos que faz do FEST «um dos maiores festivais de cinema em todo o mundo».

«Numa comparação com o universo do futebol, é como se o Mundial fosse o Festival de Cannes, Berlim ou Sundance, enquanto nós representamos o Campeonato do Mundo de Sub-20», explica.

Todos os detalhes sobre a programação do FEST 2012, que decorre no Centro Multimeios de Espinho, podem consultar-se no na página
www.fest.pt. O programa inclui ainda várias sessões panorâmicas, entre as quais o FEST Wave, dedicado exclusivamente à exibição de filmes sobre práticas desportivas aquáticas, como o surf e o bodyboard.

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