O vídeo "Metalheart", do realizador e ator de origem guineense Welket Bungué, foi o vencedor da edição deste ano do festival de videoarte Fuso, anunciou o júri no domingo (30).

Segundo o júri, presidido por Margarida Chantre, do MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia/Fundação EDP, o filme destaca-se pelo "despojamento" da "abordagem visual e sonora" e pela "qualidade poética marcadamente crua" com que aborda o tema da edição deste ano, "Diversidade. Adversidade".

Em "Metalheart" (Coração Metálico), Welket Bungué, de 32 anos, regista em sete minutos o trabalho de uma escavadora numa doca no Mindelo, em Cabo Verde. O ator e realizador vai receber o Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT, no valor de 2.500 euros.

O júri da 12.ª edição do Festival Fuso - Anual de Videoarte Internacional de Lisboa distinguiu com uma Menção Honrosa a obra "Hello Tomorrow" (Olá, Amanhã), do fotógrafo português Nuno Cera, pela "narrativa visual intimista e fluida que o vídeo constrói sobre a interrogação do tempo do futuro".

O vídeo, feito a partir de casa do autor, no centro histórico de Lisboa, "testemunha a passagem do tempo".

O Prémio Incentivo Restart, que resulta da votação do público, foi atribuído ao vídeo "Letters to Nowhere" (Cartas para Nenhum Lugar), da realizadora e diretora de fotografia indiana Kopal Joshy, que vai receber meios técnicos no montante de 1.500 euros.

Este ano, o Festival Fuso, que habitualmente decorre em espaços ao ar livre, exibiu os vídeos na Internet, entre quinta-feira e sábado, devido aos constrangimentos causados pela pandemia de covid-19.

Os premiados foram escolhidos entre 17 obras de artistas nacionais e estrangeiros a viverem em Portugal, que foram pré-selecionadas de um total de 176 candidaturas.

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