Antecipando o lançamento esta sexta-feira do seu novo filme "Da 5 Bloods: Irmãos de Armas" na Netflix, o realizador Spike Lee respondeu às perguntas de dezenas de fãs famosos e anónimos no jornal britânico The Guardian.

LEIA A CRÍTICA "DA 5 BLOODS".

Muitas tinham presente o atual contexto das relações raciais e sociais após a morte de George Floyd, mas só houve uma que ficou sem resposta durante a conversa por vídeo entre Brooklyn, em Nova Iorque, e Londres: um anónimo quis saber como é que a vitória de "Green Book" nos Óscares, tal como a de "Miss Daisy" há 30 anos, "refletia a incapacidade dos brancos liberais norte-americanos em enfrentar a seriedade do racismo nos EUA".

"Vou passar à frente nesta pergunta. Não vejo qualquer vantagem em falar sobre coisas que são insignificantes, principalmente neste contexto em que estamos a viver. Há pessoas a morrer todos os dias", foi a única reação.

O cineasta de 63 anos é um famoso detrator do filme: no momento em que  Julia Roberts anunciou "Green Book" como vencedor do Óscar para Melhor Filme em fevereiro de 2019, ele abanou os braços em forma de protesto e tentou sair da sala antes de ser convencido por colegas a voltar ao seu lugar.

Spike Lee, que venceu um Óscar pelo argumento Adaptado de "BlacKkKlansman: O Infiltrado" na mesma cerimónia, também fez um comentário na sala de imprensa que se tornou viral: "Sempre que alguém está a conduzir alguém, eu perco", numa referência à vitória de "Miss Daisy" em 1989, no ano em que o seu "Não Dês Bronca" nem recebeu nomeações.

Questionado sobre a sua expressão facial quando o prémio foi anunciado, o cineasta disse ter pensado que estava num jogo dos New York Knicks e que o árbitro tomou uma decisão errada, evitando falar diretamente do filme protagonizado por Viggo Mortensen e Marshala Ali.

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