A edição de 2018 do Festival de Veneza, que termina este sábado com uma cerimónia no Palácio do Cinema, foi marcada por filmes protagonizados por mulheres, fortes e submissas, rebeldes, ou vingativas.

Um único filme em competição é dirigido por uma mulher, a australiana Jennifer Kent, cujo trabalho "The Nightingale" sobre a brutalidade da colonização foi mal recebido pela crítica italiana.

"Um filme muito esquemático", escreveu o crítico do "Corriere della Sera", Paolo Mereghetti.

Embora "The Sisters Brothers", do francês Jacques Audiard, seja apontado como um favorito um possível premiado com o Leão de Ouro, de acordo com a classificação de nove críticos italianos, é o drama familiar do mexicano Alfonso Cuarón, "Roma", filmado em preto e branco, sem celebridades, um filme muito pessoal ambientado no México na década de 1970 e inspirado na sua própria família, nos amores e desamores entre funcionários e empregadores, que permanece em destaque entre os favoritos.

"Roma" obteve o número máximo de pontos (5) por parte de cinco dos dez críticos internacionais - os outros cinco deram a nota 4,5 - consultados pela "Ciak", a revista oficial da Mostra.

A eventual vitória de Cuarón, vencedor do Óscar de melhor realizador com "Gravidade" (2013), relança o debate sobre a Netflix, gigante audiovisual produtor do filme, e abre caminho para mais uma estatueta para o mexicano.

Em espanhol e totalmente produzido por técnicos mexicanos, poderia concorrer na categoria de Melhor Filme Estrangeiro em Hollywood, prémio que o mexicano ainda não conquistou.

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