Há um novo filme de Steven Spielberg a caminho das salas: chama-se "Ready Player One - Jogador 1" e está cheio de pequenas "homenagens" ao cinema dos anos 80.

Claro que o realizador, agora com 71 anos, também pode olhar para trás e ver um grande legado da carreira onde mesmo o essencial não pode ser contado com uma mão: "Tubarão", "Encontros Imediatos do Terceiro Grau", "Os  Salteadores da Arca Perdida", "E.T. - Extraterrestre", "Parque Jurássico", "A Lista de Schindler" e "O Resgate do Soldado Ryan".

Por isso, perguntaram-lhe se alguma vez pensou voltar a um dos seus clássicos e modernizá-los com novos efeitos especiais, tal como fez o amigo George Lucas com a trilogia original de "Star Wars".

"Na verdade, quando 'E.T.' foi relançado [em 2002], digitalizei cinco cenas em que o E.T. passou de boneco a boneco digital e também substituí a arma dos agentes do FBI, agora são 'walkie-talkies'. Portanto, existe uma versão realmente má de 'E.T.' onde me inspirei em 'Star Wars' e todas as melhorias digitais que o George colocou em 'Uma Nova Esperança' [1977] e segui em frente porque a equipa de marketing do estúdio pensou que precisávamos de algo para trazer o público de volta para ver o filme, fiz alguns retoques", explicou ao ScreenRant.

"As redes sociais não eram tão importantes como são hoje, mas o que estava a começar explodiu numa reação muito negativa sobre 'Como puderam arruinar o meu filme preferido de infância tirando as armas e colocando 'walkie-talkies' nas suas mãos' e outras coisas.", continuou.

"Portanto, aprendi uma grande lição e essa foi a última vez que decidi alguma vez mexer com o passado. O que está feito está feito e... nunca voltarei atrás e mexer noutro filme que fiz e que controlo para o melhorar ou alterar", concluiu.

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