Esta iniciativa, que se realizou pela primeira vez, antecipou hoje de manhã a abertura oficial dos Dias da Música, às 21:00 no grande auditório do CCB com a Orquestra Sinfónica Metropolitana de Lisboa, sob a direção do maestro Michael Zilm, que vai interpretar a Sinfonia n.º 7 de Gustav Mahler.

Minutos antes do concerto, a atriz e poetisa Manuela de Freitas sobe ao palco para ler o soneto “Do Amor e da Morte” numa homenagem ao escritor Vasco Graça Moura, falecido no passado dia 27 de abril, e que presidiu ao conselho de administração do CCB desde janeiro de 2012 até à sua morte. À entrada do CCB, está disponível um livro onde as pessoas podem escrever as suas condolências.

Em declarações à Lusa, o administrador do CCB, Miguel Leal Coelho, referindo-se aos Mini-Dias da Música, afirmou que a iniciativa é “seguramente para repetir”, tanto mais que “a adesão foi surpreendente”. O responsável disse que “o modelo é para manter” em próximas edições dos Dias da Música, mas reconheceu que “há arestas a limar” e irá fazer “um balanço mais a frio com a Direção Geral da Educação, que apoiou a iniciativa e que foi quem escolheu as escolas participantes.

Os Mini-Dias da Música encerraram um concerto pela Orquestra de Jovens dos Conservatórios Oficiais de Música, dirigida pelo maestro Cesário Costa, que interpretou a 1.ª Sinfonia de Gustava Mahler. À entrada vários alunos exprimiram a sua admiração pelo auditório “ser tão grande”, para outros foi a primeira vez que iam assistir a um concerto por uma orquestra sinfónica, ao vivo.

“Claro que já vi na televisão, mas assim em cima de um palco e nós sentados, nunca tinha acontecido”, disse Sofia, de nove anos, que está a aprender viola-d’arco. “Vai ser emocionante”, acrescentou por seu turno Tiago Marques, de 11 anos, visivelmente excitado pela possibilidade de vir ao CCB “ter um dia diferente”, disse. “Ver malta da nossa idade a tocar cativa-nos mais”, sublinhou o jovem estudante que não está a aprender nenhum instrumento, mas gosta “desta música mais complexa”. Pedro, de nove anos, que participou numa oficina ao ar livre de música coral disse à Lusa que “foi uma experiência para aprender mais”. Pedro veio ao CCB pela primeira vez, e habitualmente costuma ouvir “música pop e rock”, tal como Tiago Andrade, também de nove anos, seu colega, e que estuda oboé “porque faz bem aos pulmões”, disse.

Os Mini-Dias da Música é "a continuidade de um projeto mais amplo do CCB, iniciado este ano, em que apresentada uma escola de música por mês", explicou à Lusa Miguel Leal Coelho.

@Lusa

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