“Este álbum é um regresso aos originais, depois do CD de versões de melodias das décadas de 1950, 1960 e 1970, que é era uma vontade minha de há muito tempo”, disse Anabela.

Em declarações à Lusa, a cantora realçou que este álbum é um regresso às suas origens musicais. “É um regresso à minha casa, à minha fonte, às minhas origens, à minha forma original de cantar, que é a música tradicional, o fado e a música do mundo”, afirmou.

“Este disco é uma forma de apresentar a minha casa que é alegre, que tem músicas alegres, mas que também toca a saudade e que tocam a solidão e a tristeza. De certa forma é um disco de emoções”, rematou.

O álbum é constituído por doze temas, todos em português, de autores como Tiago Torres da Silva, Miguel Gameiro, Pedro Silva Martins e Cátia Oliveira, que assina seis temas.

Entre os compositores, Walter Rolo assina seis composições, e registam-se ainda as autorias de Manuel Graça Pereira e a recuperação de uma melodia do guitarrista Amadeu Rami, para um poema de Diogo Clemente.

Pedro Silva Martins, dos Deolinda, e Miguel Gameiro, autor de "Fiz dos teus olhos os meus", assinam a música e letra dos respetivos temas.

Anabela começou a trabalhar no disco, que é editado pela Espacial, em 2012, e Pedro Silva Martins foi o primeiro autor que convidou e que compôs “Oh minhas amigas”, que canta com Lura.

Desde então, entre teatro e telenovelas em que participou, Anabela afirmou que foi “recolhendo temas” pedindo em seguida ao seu pianista, Walter Rolo que fizesse as respetivas melodias.

Cátia Oliveira, a autora mais cantada, “é de Setúbal, é uma pessoa muito jovem, que corresponde a uma vontade de trazer à luz do dia novos letristas”.

Tendo vencido uma Grande Noite do Fado de Lisboa, na categoria de juniores, quando tinha 12 anos, a cantora reconhece que “há um piscar de olho” a este género, tendo afirmado que é um género que não quer nunca deixar.

O tema “Só hoje”, assinado por dois nomes do fado, Diogo Clemente e Amadeu Rami, é “o mais claro piscar, pois não sendo este um disco de fado, mas visita o fado, e tem este fado tradicional”, afirmou. “O fado é algo de que não me quero afastar nunca”, sentenciou.

Diogo Clemente, viola da fadista Carminho, assina, com Walter Rolo, a produção do álbum, que é apresentado na quarta-feira às 22:00 no espaço B’Leza, em Lisboa.

Em palco, além de Anabela vão estar os músicos Viki Marques, na bateria, Nuno Oliveira, no baixo, Múcio Sá, nas guitarras clássica e portuguesa, Ricardo Toscano, no clarinete e saxofone alto, Walter Rolo, no piano e como convidado especial Ângelo Freire, na guitarra portuguesa.

Do álbum fazem parte, entre outras canções, "Qualquer alma", "O dia que lá vem", "Dar a voz", "O ecado mora ao lado" e "Casa alegre".

@Lusa

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