Em palco, a partir das 21:30, estarão a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra de Cordas e de Sopros do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DCAUA), o Coro do DCAUA e o Coro do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Aveiro.

António Vassalo Lourenço assumirá a direção do concerto e Isabel Alcobia, soprano, Carlos Cardoso, tenor, e Luís Rodrigues, barítono, serão os solistas, da obra emblemática e mais conhecida de Carl Orff.

Os textos incluídos na "Carmina Burana" fazem parte da uma coletânea publicada em 1847 por Johann Andreas Scheller sob o mesmo título, que significa Canções de Beuron. Este documento é a edição completa dos poemas incluídos num manuscrito alemão do século XIII que se julgava ter sido escrito na abadia de S. Bento de Beuron, onde tinha sido descoberto em 1803.

Desta obra, o compositor selecionou 24 textos e dividiu-os em três partes: "A primavera", "Na taberna" e "A corte do amor". A obra termina tal como começou, com o tema da roda da Fortuna, Imperatriz do Mundo.

A temática da obra é essencialmente profana e varia entre a ode ao vinho, as canções de sátira e as canções dedicadas ao amor, onde é apresentado tanto no seu lado mais cortês, como no seu lado explicitamente carnal, que encantou milhões ao longo dos anos, interpretada por algumas das mais importantes orquestras e vozes a nível mundial.

De acordo com nota do Orfeão de Leiria, organizador do evento, apesar de hoje se saber que não terá sido escrito naquela abadia, continua a ser um dos documentos mais importantes para o estudo da poesia latina secular dos séculos XI, XII e XIII.

"Os seus autores são na sua maioria desconhecidos e os poemas aparecem em diversas línguas e têm proveniências tão distantes como a Alemanha, a França, a Inglaterra ou a Catalunha", refere ainda a informação do Orfeão.

Apesar de alguns poemas terem "notação musical neumática, que tornam possível a reconstituição de algumas melodias", Carl Orff não utiliza estas fontes musicais na sua composição, embora "se possa dizer que mantêm a sonoridade medieval através do uso de escalas modais e melodias de caráter gregoriano acompanhadas por acordes abertos com recurso ao uso de paralelismos".

@Lusa

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