David Leite, adido cultural de Cabo Verde na capital francesa, regozijou-se pela recuperação da «diva dos pés descalços», como é conhecida Cesária Évora.

A conhecida cantora foi admitida de urgência na sexta-feira no hospital de La Pitié-Salpétrière, «na sequência de um AVC agravado por sérias dificuldades respiratórias», lembrou David Leite num comunicado dirigido no domingo à comunidade cabo-verdiana em Paris.

«A cantora esteve desde então sob cuidados intensivos, e ontem, sábado, o seu estado chegou a inspirar cuidados a ponto de preocupar a equipa médica ao seu redor. Felizmente não durou o angustiante suspense», acrescentou o comunicado.

Cesária Évora encontra-se neste momento nos serviços de reanimação, afirmou David Leite, «dando mostras de um estado de espírito admirável visto o que se passou nestes últimos dois dias».

A boa disposição da cantora, segundo David Leite, «é prenúncio de uma franca recuperação».

A hospitalização de Cesária Évora coincidiu com o anúncio do abandono definitivo dos palcos da voz mais conhecida de Cabo Verde, com o cancelamento de todos os concertos da cantora.

O veterano compositor e trompetista cabo-verdiano Morgadinho (alcunha e nome artístico de Joaquim Soares de Almeida), contactado hoje pela Lusa em Paris, considerou que «não haverá nunca outra voz como Cesária».

Para Morgadinho, que escreveu dois temas para Cesária Évora em 1960, «jamais teremos uma cantora de mornas como esta, pois ela tem umas cordas vocais fora de série».

O trompetista, que tem 80 anos e conhece Cesária Évora «desde os 10 ou 12», salienta que, mesmo afastada dos palcos, a cantora continua a ser «um verdadeiro mito e uma imagem de Cabo Verde no mundo».

@Lusa

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