"Esta é uma prova clara de que nem tudo vai bem na música pop", disse Dianna Kenny, da Universidade de Sydney, que analisou as mortes de 12665 artistas americanos, predominantemente homens, entre 1950 e junho de 2014.

Kenny acredita que o estudo é o primeiro do tipo a examinar o tempo de vida dos artistas populares em sete décadas, com uma linha de pesquisa que inclui músicos de vários géneros, do jazz ao pop cristão, passando pelo punk.

A professora de Psicologia e Música constatou que as mortes acidentais de estrelas pop ficam entre cinco e dez vezes acima da média da população norte-americana, enquanto a taxa de suicídio fica entre duas e sete vezes acima.

Os índices de homicídio são até oito vezes maiores do que entre a população em geral.

O estudo aponta que "pelas sete décadas estudadas, o tempo de vida dos músicos chegou a ser 25 anos menor do que a média da população norte-americana".

Ao mesmo tempo, a professora destaca que apesar do aumento do tempo de vida dos dois grupos com o passar dos anos, os artistas masculinos viram a idade média da morte subir de 55 para 60 na década passada, enquanto entre a população geral a média chega a 75.

Mulheres da música pop tem a idade média de morte pouco acima dos 60, muito abaixo da população, que regista média acima de 80 anos, segundo o estudo.

Um estudo de 2011 da Universidade de Tecnologia de Queensland derrubou o mito do "Clube do 27", sobre o número de estrelas rock que morrem aos 27 anos, mas limitou a pesquisa apenas a artistas que atingiram o primeiro lugar das tabelas com os seus álbuns na Grã-Bretanha entre 1956 e 2007.

Outro estudo, da Universidade John Moores de Liverpool, publicado no British Medical Journal em 2012, teve um foco menor ao examinar as mortes de 1489 astros da música pop e rock da América do Norte e da Europa que ficaram famosos entre 1956 e 2006.

Os pesquisadores descobriram que a taxa de mortalidade dos músicos aumentou em comparação com a população com o passar do tempo depois de eles se terem tornado famosos.

Dianna Kenny destacou que são necessárias mais pesquisas para confirmar os resultados iniciais, mas que os dados mostram que a indústria da música pop precisa de fazer mais para apoiar os jovens músicos que geram lucros.

@AFP

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