Depois do êxito que obteve no ano passado, a Grand Union Orchestra de Londres, composta por músicos de mais de 30 países, regressa a Portugal para a abertura do festival, com um espetáculo que liga a cultura portuguesa a diferentes culturas mundiais, através da linguagem da música.

Para fechar o certame, que decorre de 29 de maio a 04 de junho, está prevista a presença da Orquestra de Câmara Portuguesa, num concerto com a jovem soprano Susana Gaspar, como solista.

Além das orquestras, grupos e artistas convidados, o festival deste ano, dedicado ao mar, conta também com a participação de milhares de jovens, de diversas coletividades e escolas do concelho, que têm a possibilidade de trabalhar com outros grupos, na produção de novos espetáculos musicais, sob orientação de artistas de renome.

Como afirmou hoje o diretor artístico do festival, Ian Ritchie, que também dirige o Festival de Londres (City of London Festival), o festival de Setúbal mostra a diversidade que existe na região, em termos musicais, e junta diversos grupos que nunca tinham trabalhado em conjunto.

"Começámos esta festival do zero. Convidámos grupos nacionais e estrangeiros e artistas que trabalham cada vez mais com a comunidade local. É um festival inspirado naquilo que já existia na região", disse, durante a sessão de apresentação.

Com o apoio do Programa Partis - Práticas Artísticas para Inclusão Social, da Fundação Calouste Gulbenkian, o Festival de Música de Setúbal abriu caminho à criação do Ensemble Juvenil de Setúbal, uma pequena orquestra juvenil onde os jovens talentos da região poderão continuar o seu percurso musical, depois de concluírem o ensino secundário e antes de iniciarem a vida profissional.

O projeto do Ensemble Juvenil de Setúbal, a concretizar durante os próximos três anos, será dirigido por três orientadores de diferentes áreas musicais: Pedro Carneiro, percussionista, fundador e maestro da Orquestra de Câmara Portuguesa, Pedro Condinho, professor de música e músico profissional na área do jazz, e Fernando Molina, percussionista, com trabalho na área da "world music".

"Este é um projeto único e inovador, mas a sua filosofia e metodologia podem ser igualmente adotadas por comunidades locais, em qualquer parte do mundo. Estamos orgulhosos por Setúbal ser a casa da primeira orquestra que realmente se liberta de barreiras culturais e socais - as quais muitas vezes se interpõem entre pessoas de diferentes origens e entre músicos de diferentes géneros -, na busca da qualidade artística, bem como da igualdade", afirmou o diretor do festival.

Um desfile de percussão entre o Fórum Luísa Todi e o Auditório José Afonso, um concerto pelo Grupo Vocal Olisipo, que será acompanhado por alunos do Conservatório Regional de Setúbal, e um concerto de coros de diversas escolas do primeiro ciclo do ensino básico, no Fórum Luísa Todi, são alguns dos muitos espetáculos musicais que os setubalenses poderão ver e ouvir durante os quatro dias do festival.

Um concerto da Banda da Sociedade Capricho Setubalense e do grupo BelaBatuke, da Bela Vista, que terá lugar no dia 31 de maio, pelas 17:00, no coreto da avenida Luísa Todi, é outro exemplo de um espetáculo construído a partir da colaboração entre grupos musicais tão diversos, mas que constituem, afinal, a imagem de marca do Festival de Música de Setúbal.

@Lusa

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