“It's Up To Emma” é o nome do mais recente disco de Scout Niblett, Emma Louise de batismo, e foi editado em maio. Como o nome sugere, desta vez, a produção do disco dependeu da britânica expatriada nos Estados Unidos, tendo sido o primeiro, em vários discos, a não ter a colaboração de Steve Albini. O disco foi bem recebido e gerou uma bela oportunidade de rever a cantora depois do bem sucedido concerto em solo nacional, em 2009.

Tal como acontecera na Zé dos Bois, Scout subiu ao palco sozinha. Longe estão os dias do colete refletor laranja. A imagem da cantora passa, agora, por uma aparência colegial, com meias vermelhas puxadas até ao joelho, vestido cinzento simples e uma flor no cabelo. Logo no início, visitou temas passados, como “Duke of Anxiety”, porém, grande parte do concerto seria dedicado ao seu novo álbum.

Tal como havia prometido, desta vez trouxe consigo um baterista e um guitarrista, o que ajudou a revelar o lado mais grungy de temas como “Gun”. Trouxe ainda alguém para a acompanhar em violoncelo e violino em temas como “Can't Fool me Now”. No geral, o espetáculo adaptou-se bem à mudança de sala e, se se perdeu algo em intimismo, também houve mais espaço para que mais pessoas pudessem ver Niblett, depois de esta ter esgotado a sala da galeria. O concerto em si teve, também, um som mais cheio e menos minimalista do que o anterior.

Além dos temas de “It's Up to Emma”, houve ainda tempo para recordar músicas como “Nevada” e “Kiss”, esta tocada já no encore. A ausência de “Wolfie” e de “No Scrubs”, a versão das TLC que tem feito as delícias dos fãs, foi a única falha da visita da cantautora britânica. No entanto, Scout Niblett mostrou novamente o quão irresistível a mistura entre uma voz doce e uma guitarra catártica pode ser.

Texto: Henrique Mourão

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