A temporada inclui os concertos da OML e das orquestras académicas, compostas pelos alunos das diferentes escolas, e dos vários agrupamentos como o Brass Ensemble e o Ensemble de Percussões, assim como os recitais de música de câmara.

A Temporada da OML, em Lisboa, divide-se em “três pilares”: a programação Clássica no Teatro Thalia, a Barroca, no Palácio Foz, e a Moderna, no Centro Cultural de Belém, que tem sido um palco regular de apresentação da orquestra, alargando-se, em junho, à Biblioteca Nacional, com quartro concertos dedicados em particular a obras de compositores nacionais.

Pedro Amaral realçou que a orquestra não esquece as ligações a autarquias, além da de Lisboa, e afirmou que há compromissos na área metropolitana da capital, como Almada ou Montijo, ou em regiões mais distantes, como Leiria ou Setúbal. A anterior temporada - de setembro a junho de 2013 – foi orçada em 250 mil euros e integrava cerca de 500 atividades.

Pedro Amaral, o único compositor português distinguido com o Prémio Roma, que colaborou com Karlheinz Stockhausen Peter Eotvos, lidera a programação artística e a componente pedagógica da Metropolitana, desde junho passado, tendo rendido no cargo o maestro Cesário Costa. Para o compositor, este convite “foi um enorme desafio”, tendo realçado que a Metropolitana é “uma instituição única no panorama nacional e rara no europeu, ao agregar a vertente de criação artística e a pedagógica”.

“Esse era um pouco o meu próprio percurso, como músico e como profissional. Sou compositor e maestro e, nos últimos anos, fui professor na Universidade de Évora, e é uma dimensão inalienável da minha carreira profissional. Estou a conseguir reunir aqui duas partes [do meu percurso] que estavam até agora um pouco separadas”, disse. “Sinto, pessoalmente, que me encaixo nesta dupla missão que é a da própria Metropolitana”, à qual se acrescenta a “valência urbana”, de ser uma “orquestra da grande cidade”.

A OML é um corpo artístico da Associação Música, Educação e Cultura (AMEC) que integra uma Escola Profissional, o Conservatório e a Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO), além do projeto educativo com a Casa Pia de Lisboa.

Para o maestro, a Metropolitana “vale por todo o conjunto, uma valência artística, uma pedagógica e uma urbana e um dia que se começar a perder uma destas valências, o projeto desmorona como um castelo de cartas”. Pedro Amaral afastou a possibilidade de encerrar a ANSO, hipótese que chegou a ser veiculada na imprensa, e afirmou que, pelo contrário, “iria ser reforçado o seu papel”. “Estou com os meus diretores pedagógicos de expandir a ANSO, para abrir, ou no próximo ano letivo ou no ano de 2015/16, um novo curso. Queremos reforçá-la. Será um curso único no nosso país”, adiantou Pedro Amaral, sem dar pormenores.

@Lusa

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