O concerto fará parte de uma digressão europeia, acústica, "que desenha uma retrospetiva pela carreira" e na qual serão recriados clássicos, "num regresso às raízes depois de anos de experimentações e fusões", explica a direção do FMM de Sines.

A 17ª. edição do FMM Sines decorrerá de 17 a 25 de julho, em Sines e em Porto Covo.

Descendente de Soundjata Keita, o rei mandinga que fundou o Mali no século XIII, Salif Keita é descrito como "a voz de ouro de África" e "tem ocupado um lugar de destaque na vanguarda da música do Mali", pela introdução do rock e do funk na música tradicional maliana.

No entanto, o percurso foi feito de rejeições e superações. Salif Keita nasceu albino, condição física associada a mitos, superstições e perseguições, e desde cedo quis fazer música, valendo-lhe a rejeição familiar, sobretudo do pai.

Antes de completar 20 anos, em 1967, mudou-se para Bamako, capital do Mali, começou por tocar em clubes noturnos, passou pela Rail Band e na década seguinte foi um dos fundadores dos Les Ambassadeurs.

Já em França, para onde se mudou nos anos 1980, Salif Keita editou o primeiro álbum, "Soro", e agregou uma comunidade de mais de 15.0000 malianos em Paris. "Moffou" (2002) e "M'Bemba" (2005) são outros discos, mais recentes, do músico.

Este ano, o FMM de Sines contará com músicos como a orquestra La 33 (Colômbia), Orlando Julius e The Heliocentrics (Nigéria), Toumani Diabaté e Sidiki Diabaté (Mali), Songhoy Blues (Mali), Peter Solo (Togo), Dona Onete (Brasil), Idiotape (Coreia do Sul) e Troker (México).

Criado em 1999, o FMM Sines foi eleito pela revista Songlines como um dos 25 melhores festivais internacionais de músicas do mundo e é organizado pela autarquia de Sines.

@Lusa

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