Um tribunal iraniano condenou à morte um homem acusado pelo assassinato do conhecido cineasta Dariush Mehrjui e da sua esposa, esfaqueados até a morte na sua casa perto de Teerão, em outubro, informou a Justiça esta segunda-feira (12).

Mehrjui, um dos mais importantes realizadores do cinema iraniano, e a sua esposa, Vahideh Mohammadifar, foram esfaqueados a 14 de outubro de 2023 na sua residência em Karaj, na província de Alborz, a oeste da capital iraniana.

"O principal acusado foi condenado de acordo com a lei de retaliação", que é utilizada no Irão em casos de homicídio, a pedido da família da vítima, disse o presidente do Supremo Tribunal da província de Alborz, Hosein Fazeli-Harikandi, citado pela agência judiciária Mizan Online.

O homem condenado, que foi preso dias depois do crime, trabalhava como jardineiro para Mehrjui e estava ressentido com "questões financeiras", testemunhou Fazeli-Harikandi durante o julgamento.

Segundo a Justiça iraniana, o condenado entrou na casa de Mehrjui, de 83 anos, juntamente com outros três acusados como cúmplices, e espancou-o antes de esfaqueá-lo no pescoço. A sua esposa, de 54 anos, foi assassinada no seu quarto.

Mehrjui dirigiu "A Vaca" (1969), um dos primeiros filmes do chamado Novo Cinema iraniano.

Em 1990, estreou "Hamoun", uma comédia sobre 24 horas na vida de um intelectual angustiado pelo seu divórcio e pelas suas preocupações num Irão invadido pelas empresas de tecnologia Sony e Toshiba.

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