O prémio internacional, estabelecido pela fundação ucraniana Victor Pinchuk em 2009 para distinguir artistas com menos de 35 anos, reconheceu como vencedor o afegão Aziz Hazara, nascido em 1992, que vive e trabalha entre Cabul, no Afeganistão, e Gent, na Bélgica.

O vencedor máximo do prémio arrecadou 100 mil dólares (88,3 mil euros), enquanto os três distinguidos com prémios especiais vão repartir um total de 20 mil dólares (17,7 mil euros).

Para além de Pedro Neves Marques, que foi escolhido para representar Portugal na Bienal de Arte de Veneza do próximo ano, os prémios especiais foram também concedidos a Agata Ingarden, da Polónia, e a Mire Lee, da Coreia do Sul.

O júri internacional foi composto por Lauren Cornell, da Universidade de Bard, nos Estados Unidos, por Jacopo Crivelli Visconti, curador da Bienal de São Paulo, por Elvira Dyangani Ose, diretora do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, por Bjorn Geldhof, diretor artístico do PinchukArtCentre, pela artista Shilpa Gupta, pelo diretor artístico da Bienal de Arte de Veneza, Ralph Rugoff, e pelo diretor do Museu de Arte de Singapura, Eugene Tan.

O prémio bienal foi criado em 2009 pela Fundação Victor Pinchuk com o objetivo de “descobrir, reconhecer e dar apoio de longo prazo a uma geração futura de artistas de todo o mundo”, como assinala o comunicado da organização.

Pedro Neves Marques, que vive e trabalha em Nova Iorque, é artista visual, realizador e escritor.

Na realização, Neves Marques conquistou, no ano passado, o prémio Coelho de Ouro para melhor curta-metragem "A Mordida" no festival Mix Brasil de Cultura e Diversidade, em São Paulo, também nomeada para os prémios da Academia Europeia do Cinema 2020, depois da distinção no festival de 'curtas' Go Short, dos Países Baixos.

A curta-metragem estreou-se no Festival de Cinema de Toronto de 2019 e passou pelos festivais de Nova Iorque, Glasgow, Winterthur e Moscovo, entre outros, num total de 40 seleções para festivais e mostras de cinema nacionais e internacionais.

Pedro Neves Marques é autor do ensaio "Contaminação por capital: Violência contra a terra, violência contra os nossos corpos", publicado para a Revista Punkto.

Foi também um dos 69 artistas convidados da Bienal de Arte Contemporânea de Gwangju, que decorreu entre 26 de fevereiro e 9 de maio de 2021, naquela cidade da Coreia do Sul.