Os Quatro e Meia juntaram-se por mero acaso, na Universidade de Coimbra, inicialmente eram cinco, hoje são seis, e todos os músicos têm uma carreira profissional paralela à banda.

Os Quatro e Meia são João Cristóvão Rodrigues (violino e bandolim), Mário Ferreira (acordeão e voz), Pedro Figueiredo (percussão), Ricardo Liz Almeida (guitarra e voz), Rui Marques (contrabaixo) e Tiago Nogueira (guitarra e voz).

O álbum é o mote para uma digressão nacional, “Pontos nos iis”, que vai passar por Coimbra no sábado, pela FNAC do Colombo, em Lisboa, no domingo, pelo Festival Marés Vivas, na praia do Cabedelo, em Vila Nova de Gaia, no dia 14 de julho, pela FNAC do Norte Shopping, na Senhora da Hora, no dia seguinte, por Montemor-o-Novo, no dia 29 de julho, e pelo Festival Sol da Caparica, na Costa de Caparica, em Almada, no dia 12 de agosto.

Em entrevista à agência Lusa, Tiago Nogueira afirmou que o projeto musical começou por ser um desafio, para participarem num sarau solidário organizado pela Academia de Dança do Centro Norton de Matos, em 2013, em Coimbra, tendo então sido apresentadas sete músicas. “Correu bem, e tivemos, depois, mais duas atuações, e agora estamos aí, já com alguma estrada”, disse Tiago Nogueira.

Referindo-se ao tipo de música que fazem, Tiago Nogueira disse que é uma questão que colocam a si próprios constantemente, e recusou a ideia “de catalogar qualquer banda num estilo musical, pois é um bocado redutor, e há sempre várias influências”.

“No nosso caso, e no caso concreto do CD, não há um estilo musical claramente definido. O que ajuda a perceber melhor o que nós fazemos, será um pop acústico”, afirmou Tiago Nogueira.

O álbum é constituído por 11 temas, entre eles, “Sentir o Sol”, “Chorinho”, “P’ra Frente é que é Lisboa” e “ Meu Amigo, que Saudades de Te Ver”, são todas de autoria, música e letra, dos elementos da banda, que assinam também os arranjos musicais.

Tiago Nogueira realçou à Lusa a aprendizagem do grupo, referindo que desde o seu início, “houve coisas que se foram alterando, e apesar de se cantar os mesmos temas, hoje são diferentes de como os iniciámos”. O músico referiu também as diferenças entre a atuação ao vivo e a gravação em estúdio, em que cada meio “apresenta as suas virtualidades e há saber tirar partido disso”.

A banda não descarta o seu exercício de cidadania tendo Tiago Nogueira sublinhado à Lusa que são “músicos atentos à sociedade”.

“Nós somos cidadãos atentos, além de músicos, somos pessoas preocupadas com a sociedade em que nos inserimos, temos o privilégio de todos nós trabalharmos e fazermos o que gostamos, e além disso fazermos música que nos dá imenso gozo, mas isto não quer dizer que não tenhamos um olhar crítico sobre o que se passa e toda a música que nós fazemos procura também expressar aquilo que as pessoas sentem no seu dia-a-dia”, afirmou.

“As pessoas no seu quotidiano não sentem só um mar de rosas e não vivem só de amor, apesar de termos músicas que falam disso, muitas outras falam dos problemas mais corriqueiros, desde o trânsito à forma como as pessoas interagem umas com as outras, criticam e fazem juízos de valor”.

Na opinião do músico “há sempre espaço para as novas músicas” e, no caso d’Os Quatro e Meia, o músico salientou o trabalho que a banda faz, nomeadamente “a reinvenção das sonoridades mais tradicionais, procurando dar-lhes uma roupagem mais moderna, mas em perder a essência da música tradicional portuguesa”.

Newsletter

Fique a par de todas as novidades do SAPO Mag. Semanalmente. No seu email.

Notificações

Os temas quentes do cinema, da TV e da música estão nas notificações do SAPO Mag.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.