Charlie Sheen irá estar esta terça-feira no programa matinal Today Show com o que o canal NBC promete ser um "revelador anúncio pessoal".

Minutos após a informação de que se ia sentar com o jornalista Matt Lauer ter sido divulgada, vários sites norte-americanos indicavam que o ator irá revelar que é seropositivo, incluindo a Variety.

Em agosto de 2014 começaram a circular rumores em Hollywood de que um importante ator que se gabava do seu sucesso junto das mulheres era seropositivo, mas pagava para esconder a informação com medo de ser odiado pelos fãs e enfrentar milionários processos judiciais de antigas amantes.

Desde então, o rumor sobre "a estrela finalmente apanhada pelo seu estilo de vida" permaneceu em vários blogues e sites sobre celebridades, mas no início de novembro alguns começaram a associar o nome de Sheen ao potencial escândalo.

Esta segunda-feira, foi a vez do National Enquirer fazê-lo on line, prometendo todas as revelações para o número que vai chegar quarta-feira às bancas.

Charlie Sheen fez 50 anos a 3 de setembro e é um dos mais famosos atores revelados pelo cinema americano dos anos 1980.

Em 1986, tornou-se uma estrela gigantesca com o polémico e depois aclamado e oscarizado "Platoon - Os Bravos do Pelotão", de Oliver Stone, a que seguiram sucessos como "Wall Street", "Jovens Pistoleiros", "O Ano Louco dos Índios" e "Ases pelos Ares".

No entanto, grande parte dos anos 1990 foram de excessos, regados a álcool e drogas, em que fazia a delícia dos tablóides por dar acidentalmente um tiro na noiva Kelly Preston,  namorar atrizes pornográficas ou envolver-se com agências de prostituição.

A televisão ressuscitou a carreira, primeiro ao substituir Michael J. Fox, com a doença de Parkinson, nas duas últimas temporadas de "Cidade Louca" (2000-02) e, logo de seguida, com "Dois Homens e Meio", cuja personagem, Charlie Harper, era feita à imagem de rebeldia do próprio ator.

O sucesso foi tal que Sheen se tornou a estrela mais bem paga da televisão americana, mas os excessos descontrolaram-se e conduziram ao seu despedimento em 2011, a que se seguiram muito públicas e bizarras explosões emocionais.

O filho do também ator Martin Sheen ("Os Homens do Presidente") tem estado afastado dos olhares do público desde o fim da sua série "Anger Management" em 2014.

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