A peça “Febres de Lisboa” aborda o papel da imaginação no combate ao isolamento e a relação do homem com a natureza e a cultura, num espetáculo que surge depois de três meses de isolamento e confinamento decretados pelo Governo, no âmbito de medidas restritivas impostas em março para evitar a propagação da COVID-19 e que obrigaram à declaração do estado de emergência, com o encerramento da maioria dos serviços, incluindo salas de espetáculo.

A peça, criada com base em textos de Eça de Queiroz, tem por objetivo levar os espectadores a interrogarem-se sobre o panorama social da atualidade, provocado pela pandemia, com foco no isolamento e no que representa, de acordo com o comunicado hoje divulgado pela companhia.

A partir do livro “Prosas Bárbaras”, do escritor português do século XIX, que congrega folhetins publicados na imprensa da época, como o jornal Revolução de Setembro, o espetáculo debruça-se sobre a importância da alma e da imaginação na vivacidade dos seres humanos, e na proximidade que estabelecem entre si.

A peça explora também a fantasia como força de transformação coletiva e social, para enfrentar a separação e o afastamento.

O espetáculo, de autoria do encenador João Garcia Miguel, aborda ainda a relação da humanidade com a natureza, e o valor do teatro e do artista na sociedade atual.

“Com o intuito de voltar a unir o teatro e os espectadores depois de um período de afastamento, decidimos criar uma peça atual, que se relacionasse com a sua nova forma de vida e de estar no mundo”, afirma João Garcia Miguel, encenador do espetáculo e diretor da Companhia.

O espetáculo “Febres de Lisboa” engloba assim uma multiplicidade de temas e pensamentos, “pretendendo dar asas à imaginação dos espectadores, que podem agora voltar ao teatro com total segurança, já que foram seguidas – e até superadas – todas as medidas de segurança impostas pelas DGS [Direção-Geral da Saúde]”, acrescenta.

“Retratando o tempo de pandemia através da ironia e do exagero dramático, sobem a palco sete atores que dão vida a uma multiplicidade de personagens, formando todos um ser conjunto”, explica o comunicado.

O elenco é composto, entre outros, pelos atores Manuel Sá Pessoa, André Marques, Diogo Tormenta e Nilson Muniz.

A peça é dirigida a maiores de 12 anos e vai estar em cena de dia 23 a 27 de junho, às 21:00, no dia 28 de junho, às 19:00, e nos dias 29 e 30, novamente às 21:00, no Teatro Ibérico.

A atividade do teatro é retomada acatando as medidas de segurança exigidas pela DGS: a lotação do espaço foi reduzida para menos de metade, com um lugar de intervalo entre espectadores, é obrigatório o uso de máscaras pela assistência, mas também pelo elenco, exceto durante o período de atuação em palco.

A Companhia disponibiliza ainda álcool em gel a todos os visitantes, e criou circuitos específicos de passagem, de forma a evitar a partilha dos mesmos espaços.

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