Fairouz, cidadão dos Emirados Árabes Unidos com um "green card" que lhe permite viver e trabalhar nos Estados Unidos, disse ter sido detido por aproximadamente quatro horas no dia 24 de abril no aeroporto de Nova Iorque.

O compositor voltava da Grã Bretanha, onde trabalhou em sessões de gravação, e disse não acreditar que a ação tenha sido resultante de ter o seu nome associado a muçulmanos. Segundo ele, a maioria das outras dezenas de pessoas detidas no aeroporto com ele eram de origem hispânica.

"Não me sinto vítima, estou consciente de que sou uma pessoa muito privilegiada", afirmou, em cima de um palanque. "A maioria das pessoas que estavam detidas não têm este palanque. Não saberão nunca o que aconteceu, serão intimidadas".

Fairouz, que descreveu o incidente no jornal britânico The Independent, onde escreve regularmente sobre política, disse que o facto não está necessariamente ligado às políticas migratórias mais restritivas que o presidente americano Donald Trump quer implementar.

Um porta-voz da alfândega não quis comentar este caso individual, mas defendeu os agentes, que "detêm milhares de pessoas que violam a lei americana".

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