A viagem dos Depeche Mode parou no NOS Alive este sábado, 8 de julho, o último dia do festival que anualmente se realiza no Passeio Marítimo de Algés. Durante mais de uma hora e meia, a banda apresentou as canções mais recentes, que encaixaram entre os temas que toda a gente conhece.

A essência eletrónica, com a bateria sempre como pano de fundo, garantiu um concerto vertiginoso - foi uma verdadeira febre de sábado à noite. "Revolution", tema dos Beatles, deu o apito inicial, a que se seguiu  "Going Backwards" e "Barrel of a Gun". Mas o primeiro ponto alto só chegou com "Judas", com a multidão a fazer silêncio para ouvir "Man will survive/ The harshest conditions/ And stay alive".

As 55 mil pessoas que encheram o Passeio Marítimo de Algés só se entregaram verdadeiramente quando começaram a soar as canções que chegaram aos primeiros lugares dos tops. "Enjoy the Silence" fez o público viajar até à década de 1990 . O serpentear do corpo do vocalista Dave Gahan também seduziu os menos envergonhados a apanhar a onda e a dançar.

Veja um excerto do concerto:

"Personal Jesus" foi o hit que fechou o concerto dos Depeche Mode. E a escolha não podia ter sido melhor, tendo sido uma das canções mais celebradas e entoadas pela multidão, que, apesar disso, não renegou totalmente as canções do último disco. De fora, para tristeza de muitos, ficou "Just Can't Get Enough".

David Gahan mostrou que continua a ser um "enfant terrible", com danças aleatórias constantes. O músico foi desafiando o público a entrar na festa, a cantar e a dançar - a resposta foi afirmativa, como seria de esperar. Mas Martin Gore também brilhou, provando que está em forma, sem nunca perder o ritmo.

Andy Fletcher, nos teclados, o baterista Christian Eigner e o baixista Peter Gordeno também ajudaram a fazer a festa que se pintou com os ritmos que há muito fazem parte da banda sonora dos festivaleiros mais velhos. As batidas também combinaram na perfeição com os jogos de luzes e os efeitos visuais.

Ao fim de tantos anos, a banda continua a divertir-se em palco, entregando todos os temas, novos ou velhos, com entusiasmo.

Das 22h15 à meia-noite, os Depeche Mode convenceram os fãs que a idade não pesa sobre um repertório com mais de trinta anos. Para muitos dos festivaleiros (que vieram ver Kodaline e Imagine Dragons) foi uma descoberta, mas para a maioria foi reviver as canções de uma banda com mais de 35 anos que se mostrou em forma no regresso a Portugal.

Imagine Dragons no topo do NOS Alive

Antes dos Depeche Mode, os Imagine Dragons foram as grandes estrelas. A banda aterrou no Passeio Marítimo de Algés com sorrisos na bagagem e foram recebidos por uma multidão calorosa. Os norte-americanos de Las Vegas optaram por uma mixórdia de temas novos, intercalados com os sucessos que tocam vezes sem conta nas rádios portuguesas.

Veja na galeria as imagens dos concertos:

"Thunder" e "Gold" abriram o concerto, mas o primeiro grande momento de comunhão entre os Imagine Dragons e o público chegou com "It's Time".

O vocalista Reynolds conquistou o público, com mergulhos e corridas pelo meio dos festivaleiros - na verdade, é a alma e a energia de toda a banda. A meio da festa, teve ainda tempo para gritar uma mensagem ao mundo: "Vivemos num mundo dividido pela raça, pela religião, pela política e pela orientação sexual", frisou, pedindo que as barreias fossem quebradas.

"Demons", "On Top of the World", "Believer" e "Radioactive" garantiram também fortes ovações e um até já. "Divirtam-se no resto do festival. Vocês são fantásticos. Voltamos em breve", revelaram, para a felicidade de muitos dos fãs que não largaram à grade durante todo o concerto.

The Black Mamba abriram o Palco NOS

Antes dos Depeche Mode e dos Imagine Dragons, os The Black Mamba inauguraram o Palco NOS. A banda liderada por Tatanka animou o público com os principais sucessos da sua carreira, mas também aproveitou a oportunidade para apresentar canções inéditas - afinal de contas, não é todos os dias que se está no maior palco de um dos grandes festivais da Europa.

Galeria: No NOS Alive, todos podem ser o que querem

Kodaline e Portugal: Uma história de amor feliz

Às sete da tarde, foi a vez de os irlandeses Kodaline subirem ao palco NOS do Passeio Marítimo de Algés. A banda liderada por Steve ofereceu a banda sonora perfeita para o final de tarde, em especial para casais e para os festivaleiros que esperam (ou sonham) encontrar a alma gémea.

Kodaline

Com o seu pop fofinho, os Kodaline embalaram com jeitinho os milhares de pessoas que se foram juntando à frente do palco principal. O grupo preparou um alinhamento repleto de sucessos e que foram cantados por todos a uma só voz, mas sem grande espaço para a surpresa.

Tal como aconteceu em 2015, na primeira passagem dos irlandeses pelo Passeio Marítimo de Algés, os Kodaline conseguiram abraçar e aconchegar (o vento era bem fresco).  "Ready", "One Day", "High Hopes" e "Love Like This" foram bem em acolhidas por um público sempre entusiasta.

O episódio mais memorável chegou mesmo no fim: "All I Want", uma das canções mais populares do grupo, reforçou a química entre a banda e o público.

Durante três dias, o NOS Alive recebeu 165 mil festivaleiros e mais de uma centena de concertos. Para o ano, a festa volta a repetir-se no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras.

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